A Mulher Entre a Situação Histórica e a Exclusão Social (6). A mulher na família e na sociedade.

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Brief

As mulheres devem melhorar as suas capacidades conforme suas naturezas, sem tentar imitar os homens, pois os seus papéis no avanço da civilização são mais sublimes que o papéis dos homens, e elas não devem abandonar as suas funções definidas”.

A mulher na família e na sociedade

Ficou bem claro no que foi escrito anteriormente sobre a natureza da posição que a mulher ocupa na sociedade islâmica e onde o Islam genuíno colocou-a, isto é, lado a lado com o homem conforme as escrituras sagradas. E também sobre as explicações e interpretações destas escrituras, e como elas sofreram distorções e falsificações sob a influência da realidade social e da cultura individual do interpretador ou do próprio narrador, os quais às vezes as utilizavam de acordo com suas próprias tendências sociais e culturais.
As interpretações distorcidas são incapazes de refletir a posição que o Islam genuíno definiu para a mulher na sociedade que ele está construindo. O pesquisador sobre os assuntos que dizem respeito à mulher na civilização islâmica se depara com dois tipos de tendências: primeiro, o relato das escrituras sagradas genuínas, citadas no Alcorão Sagrado ou que tem como fonte o Profeta Mohammad (S.A.A.S.) ou os Imames Infalíveis (A.S.); e segundo, os tipos de relatos que não chegam ao nível da escritura sagrada em legitimidade, e podem ser de autoria de algum companheiro, jurisprudente, governante ou interpretador; esse estilo não reflete a validade religiosa da escrituras sagradas, e nem a sua sacralidade na maioria das vezes.
Podemos encontrar escrituras sagradas que foram mal interpretadas e foram usadas para depreciar a posição da mulher na sociedade, na vida e na civilização, apesar destas interpretações estarem vinculadas a um determinado momento, a um episódio especial ou a uma situação
16. Para uma compreensão profunda do significado destes dois versículos citados, ler “Tafsir Almizan” do renomado Assayed Mohammad Hussein Al-Tabatabai.
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particular. Esse tipo de escritura requisita uma mente aberta para tratar e descobrir o que está por trás dela e suas causas, exatamente como nós interpretamos os versículos alcorânicos e as causas de suas revelações.
É importante notar que várias tradições e relatos foram tratados e remodelados por algumas personalidades que tiveram ligação com o Islam em várias épocas distintas, tais como os omíadas, em um perído que testemunhou a pior operação de falsificação e desvio das tradições proféticas e a adição de textos ao preceito honrado por razões políticas e culturais, como citaram os historiadores.17
O problema dos manuscritos e das escrituras relacionadas aos assuntos da mulher na vida islâmica é que eles sofreram distorções e falsificações, como também aconteceu com a cultura geral islâmica, cujas raízes originais são as escrituras religiosas sagradas e cujas fontes fidedignas são Deus e o Profeta magnânimo (S.A.A.S.).
Após a decadência que acometeu aos muçulmanos na época dos omíadas, e a abertura dos canais da ignorância para com a cultura islâmica por parte dos que se rebelaram contra a liderança do modo de vida islâmico geral, foram infiltradas no meio islâmico tradições cristãs e judaicas, talvez por algum motivo político ou cultural. Como exemplo temos Kaab Al-Ahbar e Tamim Al-Darj, e outros indivíduos do mesmo tipo, responsáveis pela infiltração da cultura israelita dentro da cultura islâmica.
Além do retrocesso cultural que aconteceu no período omíada, que regressou à cultura pré-islâmica e a tudo que ela reflete em valores, concepções e hábitos retrógrados tribais, a sociedade se abriu às culturas de outros países e à cultura romana cristã, principalmente em sua grande área de influência na região de Cham (atual Síria), o que atingiu as autoridades de governo e seus sábios.
A cultura persa pré-islâmica influenciou toda a região e os países vizinhos, até o ponto de encontrarmos vários poetas e assessores políticos não muçulmanos nos palácios e nas salas de reuniões do governo
17. Ver o livro “Nahjul Balagha - O Método da Eloqüência”, do Imam Ali ibn Abi Taleb. Editora Islâmica Arresala.
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omíada. Como exemplo, temos Alakhtal, o poeta cristão que era íntimo do palácio e também seu porta-voz, e Serjão, o asssessor político do palácio omíada desde a época de Moawiya, e outros exemplos similares.
Esses acontecimentos, e outros mais, ajudaram de uma maneira ou outra a escurecer a imagem do Islam, falsificando-a, prejudicando-a e igualmente degradando a posição da mulher na sociedade islâmica abençoada.
Aquele que pesquisa sobre o papel da mulher na família e na sociedade, e no trabalho social, político, econômico, cultural e artístico afirma que as escrituras genuínas da legislação islâmica oferecem à mulher um papel similar ao do homem, salvo, o que propõe diante da sua capacidade natural, espiritual e psicológica. Além disso, o Islam apóia o princípio da virtude nas situações em que a mulher atua e cumpre as suas responsabilidades, além disso, não se colocou nenhum obstáculo no caminho da mulher para que ela chegue a qualquer posição social, política, econômica ou cultural.
Em relação às propriedades biológicas e psicológicas diferenciadas da mulher, deixamos os estudos científicos modernos dizerem as suas palavras. O Dr. Aléxis Cariel, ganhador do prêmio Nobel devido a seus estudos no campo da Medicina, a respeito das características dos dois sexos, disse o seguinte18:
“As diferenças existentes entre o homem e a mulher não estão apenas nos órgãos sexuais, na existência do útero e na gravidez ou na forma de se aprender, pois elas são de uma natureza mais importante, que começa na formação das células e na disseminação de certas matérias químicas soltas pelo ovário no corpo todo. A ignorância destes fatos importantes e reais levou os defensores do feminismo a crer que deveria dar um ensinamento para ambos os sexos, e dotá-los de uma força igual e responsabilidades similares. A verdade é que a mulher diferencia-se muito do homem, cada célula de seu corpo carrega
18. Aléxis Cariel. “O ser humano, aquele desconhecido”.
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as características de seu sexo, a mesma coisa se aplica para todos os membros de seu corpo e em particular o sistema nervoso. As leis fisiológicas não são proporcionais ou exatas como as leis da física e da matemática, não se pode substituí-las pelos desejos do ser humano, e, portanto, somos obrigados à aceitá-las como são. As mulheres devem melhorar as suas capacidades conforme suas naturezas, sem tentar imitar os homens, pois os seus papéis no avanço da civilização são mais sublimes que o papéis dos homens, e elas não devem abandonar as suas funções definidas”.
A escolha deste parágrafo científico nos dá uma imagem clara das diferenças biológicas e psicológicas existentes entre o homem e a mulher, o que facilita definir as funções incumbidas para cada um deles partindo dos pré-requisitos assinalados pela ciência moderna, o que afirma a teoria islâmica na distribuição das funções e a definição dos papéis de ambos os sexos na sociedade muçulmana.
Ao lermos o livro do Dr. Cariel “O ser humano, aquele desconhecido” ou o livro “Estudos sobre o ser humano” de autoria do dr. Ralf Lenton, que foi um dos grandes cientistas da antropologia mundial, podemos chegar a uma conclusão completa a respeito das características do homem e da mulher, e o papel das mesmas na construção da vida humana.
Essas verdades naturais a respeito de ambos os sexos também podem ser anotadas através da explanação da Dra. Camilia Ibrahim Abed Al-Falath, no seu livro “A Psicologia da Mulher Trabalhadora”, e em outras obras similares de autores científicos neutros.
Qualquer projeto civilizado deve estudar as características biológicas e psicológicas da mulher e do homem antes de distribuir os seus papéis quando intenciona criar uma civilização humana jovem. O que o Islam está fazendo é apresentar para a humanidade uma legislação e doutrina detalhada, oriunda do Criador do ser humano, que conhece o olho traiçoeiro e o que passa em sua mente, para que a vida seja construída com base nela, para erguer a civilização e fundar uma humanidade virtuosa e eterna.

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