A mulher na vida política

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Brief

A maior parte dos registros políticos islâmicos dirige-se ao ser humano em geral, homem e mulher por igual, para que defendam a religião, fixem os fundamentos da civilização islâmica, organizem o governo e firmem as bases da sociedade islâmica.

Citamos anteriormente que a posição da mulher na vida islâmica sofreu uma deturpação por diversos motivos, e o principal deles foi a invenção de relatos deturpantes acerca do papel da mulher. Algum parágrafo dos relatos corretos foi mal interpretado, algum ponto foi generalizado ou alguns relatos foram editados de acordo com circunstâncias particulares e limitadas, e assim em diante. Por estes e outros motivos, a imagem clara e brilhante do papel da mulher na vida islâmica e na construção da civilização foi apagada. Qual seria a verdadeira posição da mulher na vida política?
É importante mencionarmos desde o começo que não há nenhum registro nas escrituras islâmicas que proíbam a participação da mulher na vida política.
A maior parte dos registros políticos islâmicos dirige-se ao ser humano em geral, homem e mulher por igual, para que defendam a religião, fixem os fundamentos da civilização islâmica, organizem o governo e firmem as bases da sociedade islâmica. E as missões e tarefas do homem e da mulher são realizadas de acordo com a responsabilidade do trabalho e os meios disponíveis para cada um deles.
Deus, o Altíssimo, disse no Alcorão Sagrado:
“Prescreveu-vos a mesma religião que havia instituído para Noé, a qual te revelamos, a qual havíamos recomendado a Abraão, a Moisés e a Jesus, (dizendo-lhes): Observai a religião e não discrepeis acerca disso...” (C.42 – V.13)
A autoridade política entre os membros da nação islâmica e o apoio de um ao outro tem como base o incentivo do que é lícito e a

proibição do ilícito, a cooperação, apoio e aconselhamento, atos de responsabilidade tanto da mulher quando do homem:
“Os fiéis e as fiéis são protetores uns dos outros; recomendam o bem e proíbem o ilícito...” (Alcorão Sagrado, C.9 – V.71)
E a lealdade política para com o alto comando é um dever dos homens e das mulheres em conjunto, sem distinção:
“Ó Profeta, quando as fiéis se apresentam a ti, jurando-te fidelidade, afirmando-te que não atribuirão parceiros a Deus, não roubarão, não fornicarão, não matarão seus filhos, não se apresentarão com calúnias que inventarem, nem te desobedecerão em causa justa, aceita então, o seu compromisso e implora, para elas, o perdão de Deus; porque Deus é Indulgente, Misericordioso.” (Alcorão Sagrado, C.60 – V.12)
O juramento de fidelidade de Aqaba, que aconteceu entre o Profeta de Deus (S.A.A.S.) e membros das tribos árabes de Medina, denominados como Al-Ansar, foi realizado por homens e mulheres que juraram lealdade ao Profeta (S.A.A.S.) para protegê-lo como protegeriam suas famílias. Este juramento de fidelidade foi um marco na história do Islam e é considerado um importante ato político que contou com a participação das mulheres.
Todos os registros autênticos confirmaram que a mulher debatia com o alto comando e argumentava com o Profeta (S.A.A.S.)
a respeito dos seus assuntos pessoais:
“Em verdade, Deus escutou a declaração daquela que argumentava contigo, acerca do marido, e se queixava (em oração) a Deus; Deus ouviu vosso diálogo, porque é Oniouvinte, Onividente”. (C.58 – V.1)
A consulta na administração do governo islâmico e na escolha do comandante maior na época da ausência de um Imam Infalível (A.S.) é geral para todos os muçulmanos, sem a exceção das mulheres, pois esta é uma missão política exercida por homens e mulheres dentro do estado islâmico.
“Resolvem os seus assuntos em consulta...” (C.42 – V.38)
O versículo da consulta (al-shoura), e os registros que o antecedem, confirmam que a mulher é apta a exercer a vida política em suas mais altas formas. Ela pode ser membro do parlamento da nação, com direito a escolher, rejeitar, discutir, protestar e participar de todos os aspectos da vida política.
Entre os direitos da mulher está a possibilidade de incentivar o lícito e proibir o ilícito, conforme o que é estabelecido na legislação sagrada. Até mesmo em relação aos membros do governo
Na vida islâmica, a mulher tem o direito de exercer oposição política, participar da imprensa ou criticar o governo e os responsáveis pelo mesmo. E pode desafiar os opressores, como também participar na formação e organização de partidos políticos.
Na historia islâmica há exemplos fantásticos desta situação e da participação política transparente da mulher.
O exemplo mais significativo que podemos apresentar foi a posição da Fátima Az-Zahrá (A.S.), filha do Profeta de Deus (S.A.A.S.) e senhora das mulheres do mundo, diante da questão da Saqifa.35 Este foi um magnífico exemplo de oposição política e cobrança de direitos.36
Outro exemplo foi a posição de Zeinab Al-Kubra, filha do Príncipe dos Fiéis, o Imam Ali ibn Abu Taleb (A.S.), na tragédia de Karbala. Que ao lado do seu irmão, o Imam Al-Hussein (A.S.), enfrentou tudo que lhe acometeu neste acontecimento bárbaro. Um indicador bem claro do papel grandioso que a mulher pode assumir em prol do Islam, da humanidade e do alto interesse da nação islâmica.37
E o exemplo da posição das mulheres fiéis perante o governo déspota omíada, desde a época de Moawia ibn Abu Sufian. Um testemunho vivo da resistência das mulheres fiéis diante da tirania política.
E assim podemos concluir que a mulher é igual ao homem, aperfeiçoa a prática política na sociedade islâmica, e se houver alguma exceção definida, a mesma está relacionada com a genética natural de cada sexo, para que a administração dos assuntos da vida humana ocorra de forma adequada.

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Mensagem do Imam Khomeini para os muçulmanos do mundo pela ocasião do Hajj 2016