A importância de Arbaeen nas palavras do Líder Supremo da Revolução, aiatolá Khamenei

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  • Font : parstoday
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O nome e a memória de Hussein (AS) estão ressoando mais ao mundo, a cada ano que passa. Os peregrinos de Arbaeen Husseini (AS), de três milhões em 2003, atingiram a mais de 22 milhões no ano passado.

Qual é a razão do amor e paixão por Hussein entre os pretos e brancos, da Europa à Ásia e da África, dos muçulmanos aos cristãos e aos Zoroastros, e aqueles que congregam em Karbala? Neste programa, abordamos o segredo desta presença nas palavras do líder supremo da revolução islâmica do Irã, aiatolá Khamenei.

Segundo o líder iraniano, Arbaeen foi o dia em que no mundo se sentiu o forte magnetismo de Imam Hussein (SA). Este magnetismo fez com que Jabir ibn Abdollah deixasse a cidade de Medina em direção a Karbala. Jabir Ibn Abdullah Ansari, o companheiro do Profeta do Islã (saudações para ele e seus descendentes) foi a primeira pessoa a visitar o santuário de Senhor dos Mártires de Karbala no dia de Arbaeen, 40 dias após o evento de Ashura. "Esse é o mesmo magnetismo que atrai os corações e as almas de milhões de pessoas no mundo, inclusive hoje em dia, embora muitos séculos tivessem passado do dia de Ashura. Aqueles que simpatizam com a casa profética (Ahlul Bait) sempre mantêm vivo a paixão de Karbala em seus corações, o amor por Hussein, o Senhor dos Mártires e sua peregrinação começaram a partir desse dia".

“Se tivesse ocorrido este grande” martírio na história, isto é, Hussein Ibn Ali e o resto dos seus companheiros teriam sido martirizados em Karbala, mas os Omíadas não teriam conseguido erradicar e apagar o nome e a memória de Hussein (SA) das páginas de a história e da memória do homem, o mesmo que não conseguiram com seus corpos sem vidas, então, qual o benefício que o martírio teve para o mundo islâmico?... Se Hussein tivesse sido martirizado, mas as pessoas da época e as pessoas de as gerações posteriores não teriam entendido esse martírio, então, qual o efeito e o papel que esse evento poderia ter tido no desenvolvimento, orientação e elevação de nações e comunidades e do curso da história? Mesmo todos os mártires, inclusive aqueles que têm sido martirizados em silêncio fora de sua casa, receberam a recompensa de Deus no dia do julgamento final, mas apenas um mártir tornou-se um exemplo para as gerações contemporâneas e futuras, para que as pessoas possam conhecer seu martírio e suas mensagens. A mensagem de Ashura foi transmitida no dia de Arbaeen pelos sobreviventes de Karbala.

No dia de Ashura, pela tarde, enquanto os corpos da família do Profeta (P.E.C. E) estavam espalhados na terra de Karbala e o inimigo gritava arengas de vitória, a Hazrate Zeinab (a paz esteja com ela) disse: "Esses corpos não ficarão assim na terra, neste mesmo lugar será exaltada uma bandeira que nunca será abaixada. Arbaeen, que teve lugar 40 dias após a Batalha de Karbala, foi apenas um começo. Esse evento marcou a aparição dos primeiros botões da Árvore do Despertar e a Fonte do Amor. Após a grande tragédia em Karbala e o sacrifício que fizeram o Imam Hussein (SA), os seus companheiros e os membros de sua família, que foram levados em cativeiro, tiveram que difundir a mensagem de Karbala. Os sermões e as revelações dos sobreviventes do evento Karbala tiveram que atuar como um meio poderoso para propagar os pensamentos, objetivos e posições dos mártires de Karbala.

Muitas pessoas que os ouviram, descobriram muitos cosias quando viram as condições dos cativeiros de Karbala. Mas não tiveram coragem ou capacidade para enfrentar o governo opressivo e arrogante da época. No entanto, Arbaeen proporcionou a coragem do levantamento para libertar os sentimentos reprimidos. O aiatolá Khameni disse: "A primeira revolta ocorreu em Arbaeen". Segundo os historiadores, quando os cativos entraram no deserto de Karbala no dia de Arbaeen, Jaber ibn Abdollah Ansari e Atiyah Oofi não eram os únicos ali. Algumas pessoas da tribo Bani Hashem e dos companheiros de Imam Hussein (SA) haviam reunido em seu santuário para receber a Zeinab... A partir daí, começou a história do Tavabin (os Arrependidos, um grupo que depois de ouvir a notícia do martírio do Imam Hussein se arrependeu), embora este movimento tivesse sido reprimido, mas, em pouco tempo, foi como uma faísca para acender o flamante levante de Mokhtar e da elite de Kufa, que foi a causa da derrota da opressiva dinastia Omíada.

Outro ponto importante mencionado pelo aiatolá Khamenei em suas declarações sobre Arbaeen é a necessidade de esclarecer a propaganda venenosa contra a divulgação dos inimigos da religião de Deus. Ele enfatiza que a lição da Arbaeen é manter viva a memória da verdade e da memória do martírio contra a propaganda inimiga. "Todos os órgãos propagandista (do Inimigo) foram equipados para isolar a questão da Ashura e o assunto da casa profética para que as pessoas não entendessem o que estava acontecendo. Naqueles dias, como hoje, os poderes cruéis e opressores usavam o máximo de suas propagandas falsas e distorcidas. Será que naquele contexto, era possível que o caso de Ashura, que tinha ocorrido no deserto do mundo islâmico, pudesse permanecer nas mentes da história com esta dimensão? A resposta é “não”. Certamente, sem esses esforços o incidente teria sido esquecido. O que reavivou o evento foi o esforço dos sobreviventes do Hussein Ibn Ali. Fui difícil o levante e luta do Imam Hussein e seus companheiros, como pioneiros, e também foi tão complicada a tarefa de Zeinab e Imam Sajad e o resto de os grandes, na transmissão da memoria e explicar os objetivos. Claro, a luta deles não sucedeu em um campo militar, mas foi propagandística e cultural”, recordou o líder.

Ao mesmo tempo, o líder iraniano, em sua eloquência, se refere à demonstração da unidade dos muçulmanos na grande marcha de Arbaeen e sublinhou "Milhões de pessoas se reúnem em Arbaeen". Esse grande movimento é convocado por um grupo de muçulmanos, não só para os xiitas, mas também para os sunitas e seus reflexos se estendeu por todo o mundo; atravessando até a fronteira do mundo islâmico suscitando a admiração de todos os amantes de liberdade e justiça. Chamam-no de maior concentração no mundo, veja o que um grande movimento foi lançado, quando inclusive os corpos estão alinhados e juntos e têm a tal reflexo. Se os governos islâmicos e as nações muçulmanas, tanto xiitas ou sunitas ou diferentes ramos da escola xiita e sunita, sejam honestos entre si, se não se suspeitarem mutuamente, não se insultam e não tiverem intenções malignas mutuamente, observam o que acontecerá no mundo e qual será a grande dignidade para o Islã, a Unidade, a Unidade! “

Além de qualificar a participação neste movimento como uma ação de sacrifício, o líder iraniano recordou: "Este movimento é um corrente do amor e da fé, onde a fé forte e a verdadeira confiança, desde as profundezas do coração em crenças justas, bem como o amor e a bondade, desempenham um papel motivador e estimulante. A combinação de "amor e fé" e "razão e carinho" são características únicas da escola de pensamento da Casa Profeta”.

"Apesar de estar muito longe, gostaríamos de estar ao seu lado para que possamos conseguir esse grande êxito".

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