A Síria libertou 85% do seu território de terroristas: disse militar russo

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  • Font : parstoday
Brief

Os militares russos afirmam que o governo sírio conseguiu libertar 85 por cento do país dos ataques de grupos terroristas, isto é depois de quase dois anos de Moscou ter iniciado uma campanha de contra-terrorismo na Síria no pedido oficial de Damasco.

O tenente-general Aleksandr Lapin, chefe da equipe russa na Síria, anunciou a notícia em uma conferência de imprensa na terça-feira realizada na base aérea de Hmeymim na província ocidental de Latakia, na Síria.

Ele acrescentou que as forças sírias devem agora limpar os 15% restantes do país, que equivale a 27 mil quilômetros quadrados. Lapin disse que as tropas sírias continuaram a operação para libertar a cidade leste de Dayr al-Zawr do grupo terrorista takfiri de Daesh, depois que eles conseguiram quebrar o ceco de quase três anos da cidade.

“Atualmente, a operação para liberar a cidade está em andamento”. Os militares da Síria acabarão logo com os "terroristas de Daesh, que costumavam ocupar os bairros da cidade", acrescentou.

Lapin afirmou que os mísseis de cruzeiro Kalibr, lançados do navio de escolta do Mar Negro, Almirante Essen, destruíram os postos de comando e redes de comunicação da Daesh; um movimento efetivo que interrompeu o controle das unidades do grupo terrorista takfiris na província de Dayr al-Zawr.

"Mais de 450 terroristas, cinco tanques e 42 caminhões, com metralhadoras pesadas, foram liquidados durante a operação", disse ele.

Em uma tentativa de ajudar a nação árabe devastada pela guerra em sua guerra contra o terrorismo patrocinado por estrangeiros, em setembro de 2015, a Rússia iniciou uma campanha na Síria em um pedido oficial feito pelo presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os aviões de guerra russos, com sede em Hmeimim, ajudaram as tropas governamentais a libertar a Síria da militância que estavam em qualquer parte do país. Um dos maiores avanços nas ofensas antiterroristas foi feito em dezembro do ano passado, quando as tropas sírias, apoiadas pela força aérea russa, conseguiram o controle total da cidade de Aleppo.

Moscou também desempenhou um papel importante na co-patrocínio das negociações de paz entre os chamados grupos de oposição armados e Damasco para abrir caminho para implementar cessar-fogo no país e criar zonas de desgravação em toda a Síria.

Tentativa de reduzir a luta em todo o país.

A sexta rodada das negociações intra-sírias está programada para ser realizada na capital do Cazaquistão, Astana, sobre facilitar a criação da quarta zona de desembarque na província ocidental de Idlib, na Síria, onde estão operando um número significativo de terroristas takfiris, principalmente de Al-Nusra Front.

As cinco rodadas anteriores de tais conversas também foram realizadas em Astana, com a Rússia, o Irã e Turquia servindo como estados que oferecem as garantias.

Os Estados Unidos e seus aliados estão bombardeando o que eles chamam de posições Daesh dentro da Síria desde setembro de 2014 sem qualquer autorização do governo de Damasco ou um mandato das Nações Unidas.

O governo sírio expressou desde inicio a sua forte oposição à chamada campanha militar estrangeira. No início de agosto, Damasco escreveu cartas semelhantes ao secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança da ONU, apelando à dissolução da coalizão liderada pelos EUA.

De acordo com um relatório do Observatório Sírio para os Direitos Humanos em agosto, ocorreram 42.234 acidentes documentados no país que resultaram em uma estimativa mínima de cerca de 7.000 civis mortos pela coalizão norte-americana entre 2014 e 2017.

Este ONG também informou na terça-feira que os "ataques aéreos da coalizão mataram 12 membros de uma única família, entre eles cinco filhos, numa aldeia nas margens orientais do rio Eufrates", na aldeia de al-Shahabat em província Dayr al-Zawr.

A Síria tem lutado contra diferentes grupos militantes e terroristas patrocinados por estrangeiros desde março de 2011. O governo de Damasco culpou repetidamente certos países estrangeiros pela disseminação da militância que está devastando o país.

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