Exército israelita destrói casa de adolescente que matou colono

Exército israelita destrói casa de adolescente que matou colono

Mohammed Youssef, de 17 anos, matou um israelita num colonato judaico na Cisjordânia ocupada. Foi morto a tiro por outro colono e, um mês depois do ataque, supremo israelita e ministro da defesa de Israel deram o aval à destruição da casa da família do adolescente. Familiares lamentam "política contínua de punição coletiva".

O exército israelita demoliu a casa da família de um adolescente palestiniano que esfaqueou mortalmente um colono israelita e feriu outros dois antes de ser abatido a tiro.

A ação do exército ocorreu durante a madrugada desta terça-feira, na localidade de Kobar, perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

Os militares israelitas apareceram, acompanhados por um bulldozer, e derrubaram a casa onde vivia Mohammed Youssef, de 17 anos, que morreu no passado mês de julho, depois de ter esfaqueado três colonos israelitas.

Na sequência de um ataque, num colonato judaica na Cisjordânia, Youssef matou Yotam Ovadia, de 31 anos, e feriu outros dois colonos israelitas. 

Um mês depois, as autoridades israelitas decidiram punir a família do adolescente, justificando a decisão como forma de combater o terrorismo e travar futuros ataques. 

O tio do adolescente palestiniano revelou que seis pessoas – os pais, dois irmãos e duas irmãs – de Youssef ficaram desalojados e condenou a demolição da casa, uma vez que os pais e irmãos do jovem não têm culpa do que aconteceu.

“Que culpa é que eles têm? A política contínua de punição coletiva de Israel é implacável”, lamentou Abu Ayyoush, citado pelo  The Indipendete.

Perante a demolição da casa, partilhada em imagens nas redes sociais, vários manifestantes palestinianos tentaram conter a ofensiva israelita e terão atirado pedras contra os soldados, que ripostaram e dispersaram os manifestantes.

O coronel Liron Appleman, que comandou a operação, disse num vídeo partilhado online que a demolição da casa do adolescente palestiniano teve como objetivo “impedir o terror” naquela área. “Esta noite, viemos fechar o capítulo e demolir a casa do terrorista”, disse Appleman.

Esta demolição foi aprovada pelo supremo israelita e teve o aval do ministro da defesa, que se congratulou com a demolição, uma promessa que tinha feito à viúva do colono israelita que morreu esfaqueado.

“Esta noite o círculo fecha-se. Vamos continuar a combater o terrorismo com mão de ferro”, garantiu Avigdor Liberman. 

A demolição de casas nos territórios palestinianos ocupados é uma prática comum por parte de Israel, uma medida que é apresentada como uma forma de travar os ataques dos palestinianos aos colonatos israelitas. A destruição de casas, assim como as detenções arbitrárias, ocorrem, quase sempre, durante a noite.

Os colonatos, considerados ilegais segundo o direito internacional e que têm sido condenados sistematicamente pelas Nações Unidas, não param de aumentar, o que, segundo os palestinianos e a grande maioria da comunidade internacional, inviabiliza qualquer esperança de um futuro estado da Palestina.

Nas últimas semanas, Israel revelou planos para construir mais de dois mil colonatos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

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