Faixa de Gaza: 52 palestinianos mortos pelo exército israelita

Faixa de Gaza: 52 palestinianos mortos pelo exército israelita

Cinquenta e dois palestinianos foram hoje mortos na Faixa de Gaza por soldados israelitas na fronteira, onde dezenas de milhares protestavam contra a transferência para Jerusalém da embaixada dos Estados Unidos em Israel, indicou o Ministério da Saúde local.

De acordo com o novo balanço, estas mortes elevam para 106 o número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza desde o início, a 30 de março, de um movimento de contestação em massa, e fazem também de hoje o dia do conflito israelo-palestiniano com mais mortes desde a guerra do verão de 2014 no enclave palestiniano.

Entre os 52 civis palestinianos hoje abatidos a tiro pelo exército israelita, contavam-se "oito crianças com menos de 16 anos", afirmou o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, em conferência de imprensa, acrescentando que "mais de 2.000 palestinianos ficaram feridos" durante os protestos.

O Governo britânico apelou hoje para a "calma e a contenção" ao tomar conhecimento das vítimas civis abatidas por fogo israelita durante protestos na Faixa de Gaza contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

"Estamos preocupados com informações sobre violência e perdas humanas em Gaza. Apelamos para a calma e a contenção, para evitar ações destrutivas para os esforços de paz" na região do Médio Oriente, declarou um porta-voz da primeira-ministra, Theresa May, em conferência de imprensa.

Também a França apelou hoje "a todos os atores" para impedirem "um novo atear das chamas" no Médio Oriente.

"Quando as tensões no terreno estão a intensificar-se, a França apela a todos os atores para darem provas de responsabilidade a fim de impedirem um novo atear das chamas", sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, numa declaração escrita.

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