Mahmoud Abbas se diz contrário ao retorno de palestinos para terras ocupadas por Israel

Mahmoud Abbas se diz contrário ao retorno de palestinos para terras ocupadas por Israel

O presidente da Autoridade Palestina teria dito que um fluxo massivo de refugiados "afogaria" o país. No momento, cerca de cinco milhões de pessoas têm status oficial de refugiado sob um programa da ONU, número que inclui principalmente descendentes de palestinos que fugiram de Israel em 1948.

Mahmoud Abbas, presidente da Fatah e presidente da Autoridade Palestina que governa a Cisjordânia, se opõe a uma solução para a questão dos refugiados palestinos que "destruiriam Israel", informou o Times of Israel, citando fontes que se reuniram com Abbas no início desta semana.

"Ele nos disse que não apoia ou quer uma solução para a questão dos refugiados que destruiriam Israel", disse Ilai Alon, do Centro Interdisciplinar de Herzliya, ao jornal.

De acordo com o filho de Alon, um executivo de negócios que também participou da reunião, Abbas chamou de "irracional" para Israel absorver todos os refugiados palestinos, porque isso "destruiria" o país. "Mas ele também disse que ainda precisamos encontrar uma solução para a questão dos refugiados".

No entanto, um funcionário palestino não identificado, que também estava entre os participantes, detalhou que Abbas disse "afogar" em vez de "destruir". "Ele disse que não quer afogar Israel com refugiados, mas ainda precisamos encontrar uma solução para a questão".

Abbas também apoiou a mobilização de forças americanas ao longo das fronteiras entre Israel e um futuro Estado palestino, acrescentando que a cooperação entre os dois países permitiria evitar a presença de tropas.

A Agência de Socorro e Trabalho das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA) concede o status de refugiado aos palestinos que fugiram da fundação de Israel em 1948 e de seus descendentes. Um total de cinco milhões de pessoas são elegíveia para o programa da ONU; cerca de 1,5 milhão estão vivendo nos 58 campos de refugiados reconhecidos nos países vizinhos.

A Palestina exige que refugiados tenham "o direito de retornar" às terras ocupadas, mas Israel argumenta que, se aceitasse a medida, colocaria em risco a maioria judaica.

Em 30 de março, os palestinos iniciaram comícios em massa, apelidados de Grande Marcha do Retorno, insistindo no retorno dos refugiados palestinos aos territórios que eles alegam terem sido ilegalmente capturados por Israel após a guerra de 1948.

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