Nasrollah condena ingerência saudita em assuntos internos do Líbano

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No início de suas declarações, Nasrollah salientou que os relatórios mostram que cerca de 20 milhões pessoas de todo o mundo participaram da cerimônia Arbaeen, o aniversário do quadragésimo dia após o martírio de Imam Hussein (SA), o terceiro Imam dos xiitas.

Dirigindo às famílias dos mártires na luta contra o terrorismo lhes disse que o martírio era um "dom divino".

Segundo Nasrollah, a resistência derrota o grupo terrorista Daesh, criado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e seu secretário de Estado Hillary Clinton.

O líder do movimento libanês enfatizou que os dias do grupo terrorista Daesh em contagem regressiva após derrotas no Iraque e na Síria.

Da mesma forma, o líder libanês referiu-se à situação política em seu país, apontando a estabilidade que tem reinado desde as eleições presidenciais do ano passado, em que Michel Aoun foi eleito. Neste sentido, reiterou que a segurança e a democracia do Líbano são melhores do que as dos Estados Unidos.

 

No que diz respeito ao resignado primeiro-ministro Saad Hariri, Narolá apontou que ele foi forçado a renunciar da Arábia Saudita, onde tinha sido convidado. "a Arábia Saudita começou a interferir diretamente nos assuntos internos do Líbano", denunciou o Nasrollah, considerando que Hariri está na prisão domiciliar no reino árabe e não pode retornar ao seu país.

"Arábia Saudita não somente tenta impor sua vontade em partes diferentes ao governo de Líbano," disse Nasrollah, mas Riad pediu mesmo que o regime de Israel ataque o país.

De acordo com o secretário-geral do Hezbollah, o regime de Al-Saud também está por trás da guerra contra o Líbano de 2006.

Riad, explicou o combatente, está disposto a pagar milhões de dólares ao regime de Tel Aviv para atacar o Líbano, que quer destruir o pretexto de uma luta contra o Hezbollah. "nós condenamos a interferência Saudita nos assuntos internos do Líbano (...) e o negócio humilhante saudita com o Premiê libanês", disse Nasrollah.

 

Neste mesmo contexto, Nasrollah argumentou que a renúncia de Hariri-anunciado no sábado passado, quando estava na Arábia Saudita- não é aceitável, por ter sido pressionado.

Também enfatizou que o Hezbollah reconhece o atual governo do Líbano, com o qual continua a cooperar, e que todos os grupos políticos devem ajudar o Presidente Michel Aoun a superar as crises.

Rumores de um suposto plano de assassinato Hariri foram divulgados pela Arábia Saudita, que é também o único que elaborou a declaração de renúncia do primeiro-ministro, disse o líder do Hezbollah, antes de salientar que tanto os grupos e personalidades da classe política libanesa deve agora evitar qualquer conflito interno.

 

Por outro lado, em uma hipotética agressão israelense, Nasrollah disse para não acreditar que é "provável". O regime de Tel Aviv argumentou, não quer confrontar o Líbano, pois está ciente do elevado custo que acarretaria.

A agressão Saudita ao Iêmen foi outra questão do discurso de Nasrollah. Riad não alcançou os objetivos da sua agressão ao país vizinho, apesar da longa guerra e do bloqueio, e os iemenitas foram capazes de fabricar mísseis para se defenderem, mesmo que Riad acuse o Irã de fornecer armas ao Iémen para atacar a Arábia Saudita, explicou o líder do Hezbollah.

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