Anistia Internacional: Bombas de fragmentação fabricadas no Brasil matam civis no Iêmen

  • Código da notícia : 816727
  • Font : www1.folha.uol
Brief

A Anistia Internacional (AI) acusou a Arábia Saudita e seus aliados do uso de bombas de fragmentação proibidas em áreas residenciais do Iêmen.

Em um comunicado divulgado quinta-feira, a organização de defesa dos direitos humanos afirmou que as referidas munições, fabricadas no Brasil, foram utilizadas em 15 de fevereiro nos ataques sauditas a três distritos residenciais e terrenos agrícolas na província de Saada, no norte do Iêmen.

Como resultado desse ataque, dois civis ficaram feridos, acrescenta AI, em seguida, lembre-se que o regime saudita e seus aliados já haviam recorrido a tais armas no Iêmen, em outubro de 2015 e maio de 2016.

A Arábia Saudita” justifica absurdamente o seu uso de munições de fragmentação por afirmando que está em consonância com o direito internacional apesar da evidência concreta do custo humano para os civis que estão inocentemente no meio do conflito”, denunciou Lynn Maalouf, diretor-adjunto da Anistia Internacional em Beirute.

"As bombas de fragmentação são inerentemente armas indiscriminadas que causam danos inimagináveis aos civis", acrescentou o ativista. AI também pediu ao Brasil para participar da Convenção sobre Munições de Fragmentação, enquanto incitando a Arábia Saudita e seus aliados para impedir a utilização ilegal dessas munições.

Apesar dos apelos da comunidade internacional, até agora a Arábia Saudita, Estados Unidos e Brasil têm se recusado a ratificar a referida Convenção, adotada em Maio de 2008 por 116 países.

As bombas de fragmentação contêm um dispositivo que, quando aberta, libera um grande número de pequenas bombas capazes de perfurar veículos blindados com a sua carga explosiva, matando ou ferindo muitas pessoas indiscriminadamente.

Desde março de 2015, a Arábia Saudita e seus aliados usaram tais bombas em solo iemenita, descaradamente ignorando a regulamentação internacional que afirma que as bombas de fragmentação não devem ser utilizadas em qualquer circunstância.

Segundo dados divulgados pela ONG “Centro Legal iemenita para o Desenvolvimento Humano”, 12.041 civis, incluindo 1870 mulheres e 2568 crianças, morreram na campanha militar do regime em Riad no Iêmen. Além disso, 19 milhões de iemenitas sofrem com a falta total de alimentos e em situações humanitárias degradantes.

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