Lula, em face de escândalo, promete lutar até ganhar.

Lula, em face de escândalo, promete lutar até ganhar.

O ex presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acredita que será exonerado de acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal do país e promete "lutar até ganhar", segundo uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Lula, um popular político esquerdista que foi o presidente de 2003 a 2011 e que planeja concorrer em eleições este ano, repetiu críticas a promotores e juízes que o acharam culpado de corrupção em 2017, um veredicto que o impedisse da corrida se fosse confirmado.

"Então, o que eu espero? Que a Suprema Corte analise o processo, analisa o testemunho, a prova e toma uma decisão. É por isso que acredito que vou ser candidato", disse Lula na entrevista publicada na quinta-feira.

Lula, de 72 anos, é o perfil mais alto de mais de 100 pessoas condenadas na investigação "Lava Jato", a maior enfrentamento a esquema de corrupção do Brasil. Ele foi considerado culpado de aceitar um apartamento junto à praia de uma empresa de engenharia que disputava contratos na estatal petrolífera, conhecida como Petrobras.

Um ex-líder sindical que permanece popular devido ao rápido progresso econômico durante seu tempo no cargo, Lula criticou os promotores pelo que seus advogados chamaram de confiança no testemunho da alegação de uma testemunha.

Enquanto Lula perdeu um apelo em janeiro, o Supremo Tribunal terá a palavra final. Se o tribunal supremo confirmar sua condenação até 15 de agosto, ele será impedido sob a lei brasileira de concorrer à presidência nas eleições de outubro.

Na decisão de janeiro, os três juízes do tribunal de apelação votaram e defenderam as acusações contra Lula sobre o recebimento de subornos e lavagem de dinheiro. Eles também adicionaram mais dois anos a sua sentença, condenando-o a 12 anos de prisão.

Lula até agora permanece livre enquanto aguarda pedidos futuros. "Estou preparado. Estou calmo", disse Lula à Folha de São Paulo, acrescentando que nem sequer consideraria apoiar outros candidatos no Partido dos Trabalhadores de esquerda, a menos que ele fosse definitivamente impedido de correr.

"Estou certo de que vou ser absolvido e que não vou ser preso".

Lula, o congressista da direita Jair Bolsonaro e ambientalista Marina Silva lideram as pesquisas de opinião preliminares antes das eleições de outubro, que também são membros do Congresso, governadores e assasionistas estaduais.

Desabilitar politicamente Lula da Silva o transformaria em um "mito"

O chefe de Estado do Brasil, Michel Temer, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) poderia se tornar um "mito" se as autoridades o impedissem participar das eleições presidenciais, que ocorrerão em outubro próximo.

Em uma entrevista exclusiva com a Rádio Jovem Pan na quarta-feira, Temer advertiu que evitar uma possível candidatura de Lula, condenada a 12 anos de prisão por corrupção, poderia dar ao ex-presidente uma figura "mítica", com a qual poderia até "Influir" nas eleições.

"O problema de não ser candidato é que pode ser transformado em um mito e, como figura mítica, pode até influenciar" as eleições, mesmo que não participem neles, disse Temer. O presidente, que já havia avisado que a desqualificação de Lula acrescentaria "tensão" no país, enfatizou que se o ex-líder sindical pudesse disputar a eleição eleitoral e, eventualmente, ser "derrotado" nas pesquisas, "não haveria tal mitificação" em m torno de sua figura.

“O presidente de facto, que deixará o poder em primeiro de janeiro de 2019, opinou que o Partido dos Trabalhadores (PT) - ao qual Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016) pertencem - sofreu uma “desvalorização clara” e expressiva”, embora ainda não tivesse sido definida” a imagem eleitoral”, ressaltou.

O governante, cuja popularidade está atualmente em um mínimo de 5%%, reiterou que não seria candidato em outubro e gostaria de ser recordado "como alguém que conseguiu fazer boas reformas e conseguiu equilibrar o país".

O Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) de Porto Alegre aumentou de 9 a 12 anos a pena de prisão contra Lula, medida que foi classificada como "conspiração" por outros líderes latino-americanos.

Apesar de tudo isso, o ex-governante, que  goza do apoio do povo brasileiro, prometeu concorrer às eleições gerais como candidato para o PT.

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