A sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre o Irã, outra humilhação para EUA.

A sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre o Irã, outra humilhação para EUA.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, salienta que a sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), convocada pelos Estados Unidos para lidar com os protestos no Irã, é outro fracasso para a política externa da administração de Donald Trump.

"A maioria dos membros do Conselho enfatizou a necessidade de implementação completa do JCPOA (sigla em inglês do Plano Integral de Ação Conjunta) e não interferência nos assuntos internos de outros países. Outra humilhação para a política externa do governo Trump”, disse Zarif em sua conta no Twitter na sexta-feira.

Na sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os tumultos no Irã nos últimos dias, que foi realizada com a oposição explícita da Rússia, a maioria dos países membros descreveu a situação no Irã como normal e considerou os protestos como parte dos assuntos internos do país.

Os participantes da sessão também disseram que o Conselho de Segurança deve priorizar questões-chave como a luta contra o terrorismo, a paz no Oriente Médio e as crises na Síria, no Iraque e no Iêmen.

No entanto, a imprensa estatal afirmou que há mais de 20 mortos desde o início das passeatas. Os atos começaram em Mashhd contra a inflação e a alta taxa de desemprego, mas quando chegaram às outras cidades iranianas, começaram a ter várias pautas — desde críticas ao presidente Hassan Rouhani e ao guia supremo, aiatolá Ali Khamenei, passando por protestos contra o uso das roupas islâmicas pelas mulheres, até a corrupção nos diversos órgãos de poder.

No entanto, é esperado que o anúncio do encontro fosse bastante dividido. Enquanto os EUA devem condenar o governo "rival" iraniano, a Rússia deve defender os "aliados" e manter o discurso de Teerã de que houve "interferências externas" nos atos.

Ontem (4), foi revelado pelo governo o envio de uma carta pelo embaixador iraniano ao secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, em que Teerã acusa o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu vice, Mike Pence, de fazerem "interferências grotescas nos assuntos internos do Irã". Para os iranianos, as autoridades de Washington "ultrapassaram todos os limites nas regras e princípios da lei internacional" ao instigar os iranianos para lutar contra o governo.

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