Aiatolá Khamenei: O regime ilegítimo de Israel não vai durar

Aiatolá Khamenei: O regime ilegítimo de Israel não vai durar

Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei ressaltou que o regime israelense não duraria, enfatizando que ele acabaria por desmoronar sob o ônus de sua ilegitimidade.

O aiatolá Khamenei fez as declarações na sexta-feira durante uma reunião com autoridades do Estado e com os embaixadores de países muçulmanos por ocasião do Eid al-Fitr - um feriado islâmico que marca o fim do mês de jejum do Ramadã.

"A experiência histórica indica que o regime sionista [de Israel], que tem um problema de legitimidade, não durará", disse o aiatolá Khamenei.

“Este regime foi moldado com base na coerção, intimidação, massacre e expulsão de uma nação de sua própria terra. E por isso mesmo, sua ilegitimidade foi permanentemente questionada nos corações das nações muçulmanas”, afirmou o Líder, observando que o mapa da Palestina não pode ser apagado da história da geografia do mundo. 

Tal regime, que foi apoiado em falsas razões, “será, pela graça de Deus e através da vigilância das nações muçulmanas, certamente destruído”, observou o Líder.

O aiatolá Khamenei disse que nem os esforços de certos Estados reacionários e fracos regionais para estabelecer relações diplomáticas secretas com Israel, nem a transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, (Al-Quds), ajudariam a resolver o problema deste regime.

O Líder reafirmou a necessidade de um referendo entre os “verdadeiros povos palestinos de todas as religiões”, sendo muçulmanos, cristãos ou judeus, enfatizando que tal iniciativa levaria ao estabelecimento do governo palestino.

O aiatolá Khamenei disse que o referendo e a subsequente formação de tal sistema de governo acabariam por se traduzir na destruição do "falso regime" de Israel num futuro não muito distante.

Uma vez que isso aconteça, acrescentou o Líder, a unidade da Ummah Islâmica, assim como sua estima, seria reforçada.

 

Israel plantou na região para dividir os muçulmanos

O Líder chamou Israel de a principal causa de divisões na região e entre os países muçulmanos, enfatizando que o regime havia sido originalmente criado com esse objetivo em mente.  .

O aiatolá Khamenei disse que criar divisões entre - e até mesmo dentro - das nações muçulmanas era uma política especificamente perseguida pelos EUA e Israel.

A única maneira de combater essa política enfatizou o Líder, seria estar vigilante e se posicionar contra tais esforços.

"Planos dos EUA no Oriente Médio falharam"

Mais cedo, o aiatolá Khamenei disse a uma congregação de fiéis em Teerã que os Estados Unidos fracassaram em cumprir suas políticas na região, enfatizando que as nações muçulmanas em todo o mundo estão agora mais unidas do que nunca em perseguir seus objetivos comuns, apesar dos planos dos inimigos.  .

O aiatolá Khamenei fez as declarações durante um sermão nas orações do Eid al-Fitr.

 

O aiatolá Khamenei afirmou que os Estados Unidos desperdiçaram trilhões de dólares em sua busca por certas políticas no Oriente Médio, mas não conseguiram nada como abertamente reconhecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. 

“O presidente dos EUA disse que 'gastamos $ 7 trilhões nessa região e nada ganhamos em troca'. Isso significa derrota. Os EUA sofreram derrota na região. O Grande Satã ficou aquém de atingir seus objetivos, apesar de todos os seus esforços...., acabou de desperdiçar seus recursos”, disse o aiatolá Khamenei.

'Nações muçulmanas mais próximas do Irã'

Em outra parte de seus comentários, o aiatolá Khamenei disse que a união entre as nações muçulmanas se fortaleceu, ressaltando que isso ficou claramente evidente na poderosa participação dos muçulmanos nos comícios da última sexta-feira para marcar o Dia Mundial do Al-Quds.  .

A cada ano, os muçulmanos em todo o mundo se reúnem na última sexta-feira do Ramadã em solidariedade com os palestinos, em resposta a uma iniciativa iniciada pelo falecido fundador da República Islâmica Imam Khomeini.

"Isso significa que, apesar da propaganda dos inimigos, as nações muçulmanas e a grande nação do Irã se tornaram mais próximas e mais alinhadas umas com as outras", observou o aiatolá Khamenei.

"Os inimigos obviamente continuarão suas lutas, mas falharão", observou o aiatolá Khamenei.

O Líder do Irã também instou a nação a ser vigilante diante de conspirações inimigas expressas especificamente em esforços para aumentar a pressão econômica sobre o país e desapontar o povo iraniano. 

Para preservar os interesses econômicos do país, o aiatolá Khamenei aconselhou os importadores a se recusarem a trazer mercadorias que já estão sendo produzidas em casa.

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