Daesh, arma escolhida dos EUA para criar insegurança na região.

Daesh, arma escolhida dos EUA para criar insegurança na região.

O ministro da Defesa do Irã, brigadeiro general Amir Hatami, disse que o surgimento e a expansão do grupo terrorista takfiri de Daesh no Afeganistão é um "fenômeno muito perigoso", expressando a prontidão de Teerã em cooperar com Cabul na luta contra o terrorismo.

"Consideramos o Daesh como a ferramenta dos EUA e dos poderes hegemônicos para criar insegurança na região. Portanto, a erradicação do Daesh está entre as políticas do governo e das Forças Armadas da República Islâmica do Irã", disse no sábado Hatami em uma reunião com o ministro afegão da Defesa, Tariq Shah Bahrami, em Teerã.

"Acreditamos que o Afeganistão não deve se transformar em um lugar de rivalidade regional e internacional, mas deve ser um centro de cooperação regional", acrescentou. Ele observou que o líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, e o governo iraniano sempre enfatizaram a importância de fortalecer a cooperação com o Afeganistão em todos os campos político, econômico, cultural, de segurança, defesa e militar.

No final de janeiro, o aiatolá Khamenei disse que os Estados Unidos estão transferindo Daesh do Oriente Médio para o país do sul da Ásia cuja finalidade é justificar a sua presença militar na região.

Ao transferir o grupo terrorista Daesh do Iraque e da Síria para o Afeganistão, os EUA buscam "justificar a continuação de sua presença na região e fortalecendo a cerca de segurança do regime sionista", disse o Líder.

Em fevereiro deste ano, um dos principais comandantes militares do Irã tinha dito que os Estados Unidos estavam transferindo o Daesh para o Afeganistão, tendo em conta que os terroristas tinham perdido suas fortalezas no Iraque e na Síria.

O chefe do Estado Maior do General das Forças Armadas iranianas, Mohammad Baqeri, dizia  que as contínuas tensões no sudoeste da Ásia dariam aos americanos o tão desejado pretexto de prolongar sua presença militar na região. Baqeri ressaltou que os inimigos pretendiam espalhar instabilidade no Afeganistão e desintegrar o país.

Sendo um país amigável e vizinho, o Afeganistão nunca permitiria que qualquer país usasse o território afegão para realizar um ato de agressão contra o Irã, acrescentou Bahrami. Ele observou que tanto o Irã quanto o Afeganistão têm como objetivo combater o terrorismo, particularmente o grupo terrorista Daesh, e disseram que a presença de terroristas aumentaria a insegurança e a instabilidade em toda a região. Ele disse que o governo afegão procura intensificar a cooperação com o Irã como um país influente na região.

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