Europa deve pagar preço por ficar contra os EUA no acordo com o Irã

Europa deve pagar preço por ficar contra os EUA no acordo com o Irã

Um importante negociador nuclear iraniano disse que a Europa precisa arcar com as sanções dos Estados Unidos e outras táticas de pressão para manter vivo o acordo nuclear de 2015 com Teerã após a retirada unilateral de Washington.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, destacou os esforços contínuos dos parceiros de Teerã para salvar o acordo e disse: "Que os europeus se posicionem contra os EUA politicamente e pelo bem do Irã não acontecerá a um preço baixo".

Ele admitiu, no entanto, que dado o barulho dos sabres dos EUA, não será uma tarefa fácil para os europeus encontrarem mecanismos práticos para atender às condições do Irã e manter o país no acordo.

Washington ameaçou tomar medidas punitivas contra empresas européias que fazem negócios com Teerã caso não consigam deixar o mercado iraniano de acordo com suas proibições.

Araqchi alertou que a República Islâmica se retiraria do acordo nuclear se os europeus falharem até 4 de novembro para projetar um mecanismo para salvaguardar os principais interesses do Irã no acordo, incluindo vendas de petróleo e pagamentos bancários. Essa é a data em que a segunda rodada de sanções dos EUA contra o Irã vai retroceder.

Se os estados europeus não colocarem esses mecanismos em ação até aquele momento, “é natural que permanecer no JCPOA seja infrutífero”, afirmou o oficial.

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