Irã condena ataque terrorista mortal no Afeganistão

Irã condena ataque terrorista mortal no Afeganistão

A República Islâmica do Irã condenou fortemente o ataque com "bomba de ambulância" em Cabul, a capital do Afeganistão, que deixou pelo menos 95 mortos e 158 feridos no sábado, e cuja autoria reivindicou o grupo armado talibã.

Através de seu porta-voz, Bahram Qassemi, o Ministério do Exterior do Irã condenou o ataque e demonstrou solidariedade com as famílias das vítimas, bem como com o governo e a nação do Afeganistão. 

A explosão de um carro, uma ambulância, armadilhado em Cabul foi um "massacre" perpetrado pelo Talibã e deixou o Afeganistão desolado, depois de se saber que matou pelo menos 63 pessoas e feriu outras 151.

A explosão, reivindicada pelos extremistas talibãs, ocorreu num dos bairros centrais de Cabul, próximo do Ministério do Interior, da sede da polícia e da delegação da União Europeia (UE) na capital afegã, e foi um dos mais violentos a que o país assistiu nos últimos anos.

O bombista suicida utilizou uma ambulância para passar as barragens de segurança, indicando no primeiro posto de controlo que levava um paciente para o hospital Jamuriate, nas proximidades, esclareceu o porta-voz.

Na segunda barragem, prosseguiu, foi identificado e detonou a carga explosiva a bordo da viatura.

O atentado acabaria por ser reivindicado por um porta-voz do grupo talibã Zabihullah Mujahid através da aplicação de celular WhatsApp.

"Um mártir fez explodir a viatura armadilhada próximo do Ministério do Interior, onde se encontravam numerosos agentes da polícia", indicou o porta-voz do talibã.

A explosão, de grande e forte intensidade, fez-se ouvir por toda a cidade, tendo estilhaçado várias janelas num perímetro de quase dois quilómetros.

"Vi um mar de sangue", disse uma testemunha que se encontrava próximo do local da explosão, tendo sido praticamente soterrado com destroços.

"É um massacre", escreveu, por seu lado, no Twitter, o coordenador da organização não governamental italiana Emergency, Dejan Panic, que faz acompanhar o texto com fotografias do local da explosão, na qual se podem ver numerosas vítimas.

"No hospital Jamuriate disseram-nos que estão cheios de pessoas mortas e feridas. Estão a pedir aos que não estão em perigo de vida para procurarem outro hospital", contou à televisão pública afegã Ariana News um homem que transportava aos ombros o seu irmão ferido.

O atentado de hoje é o terceiro a assolar o Afeganistão em apenas uma semana, após os registados em 20 deste mês no Hotel Intercontinental de Cabul, reivindicado pelo talibã, e o de quarta-feira nos escritórios da organização não governamental Save The Children em Jalalabade (leste), que foi reclamado pelo-o grupo Daesh.

"A República Islâmica do Irã enfatiza a necessidade de lutar continuamente contra o terrorismo em todas as suas formas e demonstrou sua forte determinação dessa maneira", diz o texto. A nota também observa que a única maneira de acabar com o terrível flagelo do terrorismo são a "cooperação e colaboração honesta" entre os países regionais.

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