Irã convoca embaixador alemão, protestando à extradição de diplomata iraniano a Bélgica

Irã convoca embaixador alemão, protestando à extradição de diplomata iraniano a Bélgica

O Irã convocou o embaixador alemão para protestar contra a extradição de um diplomata iraniano para Bruxelas por causa de sua suposta ligação com um ataque planejado em julho contra a organização terrorista Mujahedin Khalq (MKO) na França.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Qassemi, disse na quarta-feira que o diretor-geral para Assuntos Europeus do ministério se reuniu com Michael Klor-Berchtold para expressar a forte oposição da República Islâmica à prisão, detenção e extradição do diplomata iraniano por aqueles que se opõem às relações Irã-Europa e foi planejado pelo próprio MKO.  

Foi enfatizado durante a reunião que “este estratagema está alinhado [com os esforços] para prejudicar os laços entre o Irã e a Europa” e foi um espetáculo para compensar os fracassos do grupo terrorista, assim como os do regime israelense, disse Qassemi.

Ele acrescentou que o tratamento do diplomata iraniano estava em contravenção às regras aceitas da lei diplomática, e disse que Teerã exigiu a imediata repatriação do diplomata. Qassemi disse que para “ajudar a proteger os fundamentos básicos do direito internacional e combater várias formas de terrorismo, a República Islâmica do Irã se reserva o direito de acompanhar a questão por meio de canais legais e políticos e porventura implementaria uma decisão adequada e oportuna.

A Alemanha extraditou a Bélgica um diplomata iraniano suspeito de planejar um ataque à bomba na França, disseram promotores na terça-feira. Em junho, autoridades belgas disseram que o diplomata iraniano havia sido preso junto com um homem de 38 anos e uma mulher de 33 anos, suspeita de planejar um ataque à bomba na reunião do MKO em Paris, com a presença do advogado de presidente dos EUA, Donald Trump, Rudy Giuliani, e vários ex-ministros europeus e árabes.

Eles acrescentaram que a polícia belga interceptou os dois suspeitos na Bélgica com 500 gramas do explosivo caseiro TATP e um dispositivo de detonação encontrado em seu carro.

O diplomata, 46 anos, Assadollah A, foi preso na Alemanha, suspeito de ter estado em contato com os dois presos na Bélgica. Três outras pessoas também foram presas na França em conexão com o caso, duas das quais foram libertadas.

Altos dirigentes iranianos rejeitaram as acusações contra o diplomata, dizendo que estas  faziam parte de uma conspiração para prejudicar os laços entre o Irã e a Europa, enquanto os dois lados buscam fortalecer a cooperação.

Qassemi mais uma vez na quarta-feira expressou a profunda lamentação e insatisfação do Irã com a extradição do governo alemão e prometeu a determinação da República Islâmica ao complô por trás da prisão e extradição do diplomata.

O Irã “vai com firmeza e por meio de canais diplomáticos acompanhar o caso deste diplomata, que foi vítima de um plano por aqueles que se opõem a laços construtivos adicionais entre Irã e Alemanha e outros países europeus, até que a verdade acabe se revelar e até o esclarecimento do movimento malicioso dos grupos terroristas”, disse ele.

As correntes anti-iranianas nos países europeus têm uma longa história de atividades terroristas e não é tão difícil para elas projetar tais cenários, acrescentou.

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