Os iranianos são mobilizados em todo o país em apoio à Revolução

Marchas massivas estão ocorrendo em diferentes cidades do Irã para reafirmar o apoio à República Islâmica e repudiar os tumultos e os atos violentos ocorridos no país durante os recentes protestos por motivos de dificuldades econômicos.

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas de cidades de Tabriz, Ahvaz, Joram Abad, Hamedán, Kermanshah, Abadan, Qom, Maraqe, Gorgan e Bushehr (da norte ao sul do país) na quarta-feira, entre outras cidades, para condenar os atos violentos, incluindo a destruição de propriedades públicas e privados e o vandalismo, cometidos por vários "perturbadores” nas marchas dos últimos dias no país.

Os manifestantes carregavam a bandeira nacional e os retratos do Líder da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Seyed Ali Khamenei, enquanto entoando slogans a favor à Revolução e à República Islâmica do Irã.

"Se o Líder (em referência ao aiatolá Khamenei) nos dá a ordem, sacrificamos nossas vidas por ele", lido em uma bandeira transportada pelos manifestantes na cidade de Qom (sul da capital, Teerã).

 "Morte aos EUA", "Morte a Israel" e "Morte ao perturbador", eram algumas cantadas dos manifestantes em diferentes cidades do país, com as quais mostraram seu repúdio ao apoio de Washington e o regime de Tel Aviv aos recentes distúrbios no país e rejeitaram a interferência estrangeira nos assuntos internos do Irã.

Na terça-feira, manifestações semelhantes também foram realizadas em várias grandes cidades do país em apoio à Revolução.

Na semana passada, foram realizados vários protestos num ambiente pacífico por motivo de dificuldades econômicas em várias cidades, mas esses encontros mudaram de forma suspeita e se tornaram em ato de vandalismo e perturbação da ordem publica, quando grupos de participantes, alguns armados, lançaram ataques contra propriedades públicas, estações de polícia e locais religiosos.

Mais de uma dúzia de pessoas foram mortas na violência que se seguiu, de acordo com relatos da mídia estatal.

Os participantes também gritaram slogans contra os Estados Unidos e o regime israelense, que acolheram a manifestação violenta e tinham expressado apoio para os tumultos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, irritou os iranianos ao publicar repetidamente tweets insultantes contra a nação nos últimos dias, chamando o povo grupo de esfomeados. As autoridades iranianas censuravam Washington e seus aliados por seus atos intervencionistas nos assuntos domésticos do país.

Líder da Revolução Islâmica O Aiatolá Seyed Ali Khamenei disse na terça-feira que os inimigos usaram várias ferramentas para golpear e atingir a nação iraniana e o sistema islâmico durante os últimos acontecimentos.

O presidente Hassan Rouhani também disse que, com base nos direitos consagrados na Constituição e na Carta dos Direitos Civis, as pessoas são livres para criticar o governo ou se manifestar, mas a maneira de expressar tais críticas deve ser construtiva e ajudar a melhorar as condições domésticas.

O ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, também disse que a segurança e a estabilidade da República Islâmica dependem de seu próprio povo, e que os "infiltradores" não serão autorizados a violar os direitos dos iranianos.

O Ministério do Interior disse terça-feira que a situação na maior parte do país voltou ao normal, e que a agitação logo chegará ao fim. O Ministério da Inteligência também disse que identificou e prendeu vários agentes por trás da violência e vandalismo.

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