Teerã condena medida “politizada” da ONU sobre direitos humanos no Irã

Teerã condena medida “politizada” da ONU sobre direitos humanos no Irã

Teerã condena a decisão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUR) de prorrogar a missão internacional sobre a situação dos direitos humanos no Irã por mais um ano e enfatiza que essa medida "politizada" carece de "legalidade".

O porta-voz da Chancelaria da República Islâmica do Irã, Bahram Qassemi, denunciou no domingo que um pequeno número de países "está abusando" do mecanismo deste organismo internacional para materializar seus objetivos contra o país persa.

Em um comunicado divulgado no domingo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qassemi, disse que a resolução foi adotada por meio do voto de um bloco político especial. “Embora a maioria dos membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU tenha se abstido de apoiar a resolução, ela foi simplesmente adotada por votos positivos de um bloco político específico e certos países regionais, que são conhecidos como principais violadores dos direitos humanos básicos em todo o mundo e na região”, disse a autoridade iraniana, salientando que o Irã condena a resolução e a considera inaceitável.

Ele acrescentou que, levando em conta tudo isso, o Irã "condena" e considera essa decisão "inaceitável" que carece de "base profissional".

Na sua reunião em Genebra, em 23 de março, o Conselho de Direitos Humanos adotou uma resolução para estender por um período adicional de um ano o mandato do Relator Especial sobre a situação dos direitos humanos no Irã. A resolução foi aprovada por 21 votos a favor, 7 contra e 19 abstenções. O conselho solicitou ao Relator Especial que apresentasse um relatório sobre a implementação do mandato em sua quadragésima sessão e à Assembleia Geral em sua septuagésima terceira sessão.

Em outra parte de suas observações, o porta-voz iraniano sublinhou que a extensão do mandato de Asma Jahangir, que é a atual relatora de direitos da ONU sobre o Irã, foi um movimento injustificável, não profissional e desnecessário. "A relatora, que é designada com um registro tão suspeito, enfrenta um problema fundamental em sua credibilidade e legitimidade", assinalou Qassemi.

Ele disse que a Revisão Periódica Universal (UPR) é o mecanismo internacional mais justo para avaliar as questões de direitos humanos em todos os países e enfatizou que a política da República Islâmica é reforçar esse mecanismo e cooperar e interagir com ele.

A Revisão Periódica Universal é um mecanismo único do Conselho de Direitos Humanos que visa melhorar a situação dos direitos humanos no terreno de cada um dos 193 estados membros das Nações Unidas. Sob este mecanismo, a situação dos direitos humanos de todos os membros da ONU é revista a cada 5 anos.

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