Portugal-Guiné: "Estamos ligados, não há como nos separarmos um do outro"

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O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou hoje que foi preciso coragem para pedir a renegociação dos acordos de cooperação no âmbito da comunicação social e que Portugal e a Guiné-Bissau estão ligados e são inseparáveis.

"O nosso ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, escreveu cartas a Portugal e esteve em Portugal, onde falou com o seu homólogo. Agora, todo o Estado é soberano, tinha de haver alguém com coragem para pedir a renegociação dos acordos de cooperação", afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O primeiro-ministro guineense falava no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, antes de partir para Addis Abeba, Etiópia, para participar numa reunião do conselho de paz e segurança da União Africana.

"Não é a RDP que nos liga a Portugal. A nossa ligação ultrapassa as pessoas. Estamos ligados, não há como nos separarmos um do outro", disse.

O chefe do Governo guineense afirmou também que de Addis Abeba vai viajar para Portugal para uma visita privada, tendo já feito contactos com as autoridades portuguesas, porque a Guiné-Bissau e Portugal são "países irmãos".

"Se tivesse algum problema com Portugal não ia lá, até porque os meus filhos são todos portugueses", sublinhou, acrescentando que estudou em Portugal desde o 12.º ano e que conhece o "António Costa (primeiro-ministro português) melhor do que qualquer outro guineense".

A 30 de junho, Vítor Pereira anunciou a suspensão da RTP, RDP e da agência Lusa a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado em 31 de outubro de 1997.O ministro acabaria, porém, por excluir a Lusa da suspensão das atividades.

A 01 de julho, o ministro guineense convocou uma nova conferência de imprensa em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país não eram "uma questão política, mas apenas técnica".

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

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