Que países da América Latina mais desaprovam política norte-americana?

Que países da América Latina mais desaprovam política norte-americana?

Como revelou estudo de Gallup Poll, empresa de pesquisa de opinião dos EUA, as ações de Washington não receberam grande aprovação internacional. Em particular, a estratégia de Trump para acabar com êxitos alcançados na América Latina durante administração antecessora afetou dramaticamente a percepção da política norte-americana na região.

De acordo com a pesquisa, o número de países que desaprovam a política dos EUA triplicou em comparação com o ano passado: de 15 países em 2016 para 53 em 2017. A maior desaprovação foi demonstrada pela Noruega, onde 83% da população se mostraram contra as ações dos EUA. Por sua vez, em sua maior parte, países africanos são a favor da política dos EUA, recebendo avaliação positiva de 11 países de um total de 15.
Quanto aos países latino-americanos, além do Haiti e República Dominicana, todos avaliaram a política de Trump predominantemente negativa.

Assim, o maior nível de desaprovação foi demonstrado pelo Chile (74%) e pelo México (72%). Mas a insatisfação não para por aí, Uruguai (70%), Argentina (69%) e Costa Rica (68%) demonstraram ser contra política dos EUA. No Brasil, 52% dos entrevistados não concordam com as ações norte-americanas na esfera política. O maior nível de aprovação foi expresso pela República Dominicana (42%).

A Sputnik Mundo conversou com especialistas dos países latino-americanos, que demonstraram a maior desaprovação das ações de Washington, sobre os resultados da pesquisa.

Guillermo Holzmann, professor chinelo da Universidade de Talca, explicou que as declarações críticas de Trump quanto ao acordo sobre o livre comércio afetaram significativamente os resultados do estudo.

"No Chile há muitas dúvidas em relação às decisões insuficientemente transparentes de Trump sobre o livre comércio", afirmou Holzmann.

Além disso, o especialista mencionou a saída dos EUA do Acordo de Paris, reforçando que as preocupações das autoridades e população chilenas somente aumentaram, pois muitos chilenos esperam que as consequências das mudanças climáticas sejam neutralizadas. 

De acordo com Holzmann, o Chile é um país profundamente envolvido no processo de globalização e por isso depende fortemente das ações de outros países. A participação do seu país no Conselho de Segurança da ONU comprova, segundo o cientista político, compromisso do Chile com problemas mundiais. A política externa chilena sempre teve como base o fortalecimento de ligações multilaterais, onde interação com EUA é recebida positivamente.

Por sua vez, o especialista em ciências políticas, Armando Chaguaceda, da Universidade mexicana de Guanajuato afirmou à Sputnik Mundo que os dados obtidos pela pesquisa quanto ao México não devem surpreender já que o espírito anti-imperialista é fortemente presenciado no país.

"O México perdeu metade de seu território desde o século XIX [devido às ações dos EUA], então, o país tem relações bem complexas com os EUA, apesar de elas terem sido reestabelecidas após a Revolução Mexicana. Em certo grau, isso explica o sentimento anti-imperialista, mas não antiamericano", explicou Chaguaceda.

Além disso, ameaças de Trump de abandonar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) também contribuíram para tomada de atitude dos mexicanos à política de Trump, sendo este contrato considerado de importância crucial para o país latino-americano.

O tratamento de Trump no que diz respeito a imigrantes também influenciou fortemente na forma como mexicanos enxergam EUA. De acordo com o professor, é um assunto que não causa nem apoio nem entendimento por parte da população mexicana.

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