Como as relações entre os dois sexos são organizadas pelo Islam?(10)

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Brief

O fundamento da existência dos dois sexos na vida humana exige a junção deles na vida pública, e exige a cooperação de ambas as partes, pois a junção e cooperação de ambos são fundamentais para a vida, construção da civilização e tudo que se encontra em volta deles.

Entretanto, essa cooperação não acontece de forma correta sadia e construtiva se o relacionamento entre o homem e a mulher não for disciplinado e organizado.

É natural que essa disciplina e organização tomem como base a natureza da relação entre os dois sexos. Se a visão dessa relação baseia-se sob o fundamento de que é uma relação entre um macho e uma fêmea apenas, essa visão será seguida por uma imaginação e desejo de cunho sexual, o que leva ao desejo de saciá-lo através dos meios sexuais já famosos no mundo ocidental.
Se a visão da relação entre os dois sexos estiver fundamentada de acordo com o que Deus criou para ambos, o instinto sexual, que rege a continuidade da raça humana e da vida, fará com que a relação de cunho sexual entre o homem e a mulher seja concretizada somente através do casamento.
A diferença entre as duas visões no relacionamento entre o homem e a mulher define a natureza deste próprio relacionamento, o seu tipo e os meios de sua realização.
Partindo do ponto de vista ocidental e materialista, a civilização européia divulga por vários meios possíveis os pensamentos sexuais obscenos, e isto se dá através de estórias, literatura, arte, poesia, música, cinema, teatro, canais via satélite ou internet. Divulgando a mistura injustificada entre o homem e a mulher nas escolas, nos clubes, nos vestiários e nas quadras de natação, e em outros lugares mais. Ao que se menciona números alarmantes das conseqüências perigosas de tal fato, como o alastramento da obscenidade, estupro, gravidez de meninas menores de idade, traição conjugal, epidemia do HIV (Aids), aumento do número de divórcios, queda dos números de natalidade em vários países da Europa, além de outros índices perversos.
Tudo isso não significa que as sociedades orientais estejam imunes deste efeito perigoso, por que a influência da visão européia a respeito da ligação entre o homem e a mulher baseada apenas no sexo e no prazer já transportou as doenças que acometeram as sociedades ocidentais para o oriente, tudo isto em proporções diferentes que se relacionam com a medida da influência da civilização ocidental na cultura e no modo de vida das sociedades orientais.
Por outro lado, a visão islâmica a respeito do relacionamento entre os dois sexos se constrói sob uma égide que se fundamenta na disciplina e em seus valores, leis e ética, o que por sua vez fundamenta

a conservação da raça humana, conforme sinalizam as escrituras sagradas que incentivam o casamento na sociedade islâmica.
O Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) disse: “Aquele que aprecia e segue o meu preceito (Sunna) tem que se casar; isto é parte do meu preceito. Gerem filhos, pois isto será motivo do meu orgulho no futuro (Dia do Juízo Final)”.31
Saciar o instinto sexual não é um objetivo em si mesmo, e para o Islam genuíno a sublevação deste instinto vem de causas externas, com os pensamentos de cunho sexual, o comportamento, os ambientes mistos e vários outros motivos. Mas de uma forma diferente da fome, que é motivada principalmente por uma questão interna, que indifere do fato de ver a comida ou não, e que leva o ser humano a desejar saciá-la, o instinto sexual é agitado e motivado pelas influências citadas anteriormente.
De acordo com este ponto de vista, o Islam afirma que a divulgação da cultura sexual através de filmes, estórias e outras formas diversas são elementos que incentivam a propagação da obscenidade.
O Islam proíbe que um homem e uma mulher fiquem a sós por qualquer motivo que seja, e também proíbe que um enxergue o outro de forma sensual, o que significa “olhar com deleite de acordo com a jurisprudência”.32
O Islam adverte sobre o uso da maquiagem em locais públicos, e proíbe as mulheres de enfeitarem-se diante dos homens que não possuem uma ligação de parentesco de primeiro grau com elas, entre outros pontos descritos na jurisprudência islâmica no que tange o aspecto familiar. Tudo isso para proteger a sociedade e disciplinar as relações entre ambos os sexos, criando um ambiente de pureza, castidade e boa administração, que constrói uma sociedade saudável em relação aos papéis do homem e da mulher, e a natureza das relações entre ambos.
O único meio que garante a concretização de tal tipo de relações na sociedade é a fundamentação no aspecto espiritual e o consentimento da existência de Deus, o que se conecta com a conjuntura

abençoada das legislações anunciadas pelo selo dos Profetas,
Mohammad ibn Abdillah (S.A.A.S.).
O Islam trata o homem e a mulher como seres humanos, neles agrupam-se todos os instintos, sensações, tendências e emoções, e ambos são dotados de razão. E o ser humano, seja homem ou mulher, por ser fruto da criação divina tem o direito de deleitar-se com as boas coisas que Deus colocou a sua disposição, e de gozar de uma vida tranqüila aproveitando o máximo das mercês e das oportunidades da vida que Deus criou.
O Islam legítimo, com seus valores, concepções e jurisprudências, trata o instinto sexual como um meio para a sobrevivência da espécie humana e a continuidade da sua existência, disciplinando as relações entre os homens e as mulheres de uma forma que concretiza o objetivo da criação implementada por Deus, organizando este instinto de uma forma detalhada dentro de uma ordem fantástica que permite a concretização do grande objetivo para o qual Deus criou o instinto sexual, e depositando-o no ser humano, determinando um sistema de ligação entre o homem e a mulher sob a égide da sociedade islâmica. O que garante a conservação do objetivo da criação e a afirmação das bases da virtude, pureza e valor criativo na sociedade. E assim, alcança um estado de cooperação e integração entre o homem e a mulher,
de uma forma que lhes permite atingir seus objetivos e responsabilidades humanas, com a formação de bons grupos e de uma sociedade e civilização divinas, felizes e generosas.
Por isso, o Islam limitou as relações sexuais ou a relação entre o homem e a mulher apenas ao casamento, e nada mais. E proibiu que quaisquer outros tipos de relações fossem mantindas ou realizadas. Sobre este assunto, Deus, o Altíssimo, revelou o seguinte versículo alcorânico

“Que observam a castidade, exceto para com os seus cônjuges ou cativas - nisso não serão reprovados; Mas aqueles que se excederem nisso serão os transgressores”. (C.23 – V.5 a 7)
O Islam estabeleceu regras para as relações de parentesco de uma forma magnífica: o pai, a mãe, o filho, a filha, os irmãos, os tios e tias não podem casar-se entre si.
O Islam deu à mulher a liberdade de exercer as mesmas atividades que o homem exerce. Como as atividades comerciais e industriais, o trabalho na agricultura, o estudo e a pesquisa, a participação nas orações e nas reuniões religiosas, sociais e políticas, e a prática de suas responsabilidades legais e patrióticas.
O Islam considerou a cooperação entre o homem e a mulher como ponto fundamental e necessário para o movimento da vida e construção da civilização humana; todas as pessoas são servas de Deus, o Altíssimo, e todos são convocados a fazer o bem e manter a misericórdia, construindo a vida e criando a prosperidade entre a humanidade.
Esta convocação islâmica abrange a ambos, o homem e a mulher, sem exceção, e se houverem exceções nas leis e nas responsabilidades, tanto para o homem quanto para a mulher, isso se deve às características genéticas e naturais de ambos os sexos, pois são características naturais que se relacionam apenas com a purificação e organização das relações sociais entre os dois sexos. Enquanto que o restante das obrigações e tarefas sociais são dirigidas para os homens e as mulheres em conjunto.
A convocação islâmica, e o apelo divino são dirigidos para os homens e as mulheres, sem distinção alguma entre ambos. Deus,
o Altíssimo, disse:
“Dize: ó humanos, sou o mensageiro de Deus para todos vós...” (Alcorão Sagrado, C.7 – V.158)

E na sua aurora, os primeiros a atender este apelo da mensagem foram um homem e uma mulher. Eles foram o príncipe dos fiéis, Ali ibn Abu Taleb (A.S.), e a mãe dos fiéis, Khadija bint Khuailed (A.S.). A caravana da primeira imigração à Etiópia continha homens e mulheres. E entre os primeiros mártires pela mensagem do Islam está Sumaia, a mãe de Ammar bin Yasser (A.S.)
A convocação divina para exercer as obrigações e as leis do Islam, e manter os limites da religião, é dirigida para o homem e a mulher, sem diferença entre ambos.
“Ó fiéis, atendei a Deus e ao mensageiro, quando ele vos convocar à salvação...” (Alcorão Sagrado, C.8 – V.24)
“Praticai a oração, pagai o Zakat e inclinai-vos juntamente com os que inclinam”. (Alcorão Sagrado, C.2 – V.43)
“Ó fiéis, está-vos prescritos o jejum tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus”. (Alcorão Sagrado, C.2 – V.183)
E é assim em todas as resoluções e orientações, exceto no que se relaciona às características naturais de ambos os sexos. O mesmo se dá na tarefa de conservação da pureza da sociedade e sua purificação da transgressão, agressão, corrupção e transposição dos limites da ética política. Podemos citar algumas destas resoluções particulares:

1) O uso de uma vestimenta especial para a mulher é obrigatório no Islam, uma vestimenta que cobre seu corpo inteiro, exceto as mãos e a face. Isso enquanto ela está com estranhos no trabalho, no mercado, na escola, no hospital e em outros locais similares.
O Islam estabeleceu esta vestimenta islâmica particular para a mulher, para que ela exerça seu papel natural na vida pública, como ser humano, protegendo-a através de uma relação limpa com o homem, afastando a sensualidade e a exploração da intimidade. Enquanto que em sua vida particular, a mulher permanece totalmente livre. Deus,
o Altíssimo, disse no Alcorão Sagrado:
“Ó Profeta, diga as tuas esposas, tuas filhas, e às mulheres dos fiéis que (quando saírem) se cubram com as suas mantas, isso é o mais conveniente para que se distingam das demais e não sejam molestadas, sabei que Deus é Indulgente, Misericordioso”. (C.33 – V.59)
“Dize às fiéis que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem, que cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos...” (C.24 – V.31)
2) A legislação islâmica ordenou o homem e a mulher a recatarem a visão, pois a mesma pode levar ao deleite sexual e à sensualidade. Deus, o Altíssimo, disse a respeito:

“Dize aos fiéis que recatem os seus olhares e conservem os seus pudores, por que isso é mais benéfico para eles; Deus está bem inteirado de tudo quanto fazem.” (Alcorão Sagrado, C.24 – V.30)
3) A legislação islâmica proibiu totalmente a permanência dos dois sexos em um ambiente privado, temendo a intriga e evitando um relacionamento inesperado e que estivesse fora de sua programação.
Foi relatado pelo Imam Abu Abdallah Jafar bin Mohammad Assadiq (A.S.) que o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) certa vez disse: “O Profeta de Deus (S.A.A.S.) adquiriu a promessa das mulheres, de não se isolarem e nem sentarem com os homens à sós”.33
4) O Islam genuíno sugere que o grupo das mulheres e o grupo dos homens sejam afastados na vida particular de ambos. As mulheres devem conviver com as mulheres ou com os homens com quem mantêm grau de parentesco direto (como o pai, avô, filhos, irmãos, sobrinhos e tios), como também na vida restrita nos domicílios e nas moradias estudantis.
Na sociedade islâmica existem escolas para os jovens homens e outras para as jovens mulheres; e as festas das mulheres nos casamentos ficam isoladas da presença dos homens. Sendo que o mesmo deve ser aplicado em outros ambientes, tais como hospitais ou consultórios de tratamentos femininos.
Enquanto que na vida geral, no comércio, efetuando a compra e a venda, nas profissões liberais e nos empregos públicos, não há a divisão entre os homens e as mulheres, por que a precaução que o Islam colocou em evidência em relação à divisão entre os sexos tem

o objetivo fundamental de conservar a pureza da sociedade islâmica e distanciá-la da sensualidade proibida e das relações sexuais ilícitas.
Partindo do ponto de vista do Islam, o instinto sexual é um meio para perpetuar a raça humana, e deve ser saciado através de métodos definidos. Sua satisfação fora do casamento é um ato proibido,
e a sua sublevação fora do casamento também é um ato ilícito.
Por isso, o Islam genuíno adverte a respeito das reuniões que agitam o instinto sexual entre os dois sexos, para que a sociedade conserve o seu equlíbrio e a sua purificação, e as relações entre os homens e as mulheres sejam pelo bem da organização da vida,
da sociedade e de todos os interesses públicos.

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Mensagem do Imam Khomeini para os muçulmanos do mundo pela ocasião do Hajj 2016