Falar de alguém em sua ausência (Parte 2)

Falar de alguém em sua ausência  (Parte 2)

1) As causas principais são a paz de espírito, o orgulho e arrogância, tirar sarro e debochar, ser conivente com os demais, mudar o sentido da conversa por medo, aparentemente estranhar e aparentemente mostrar misericórdia.
2) Existem aspectos no haibat que são exceções para resgatarmos nossos direitos e que não são considerados pecado se os fizermos como:
Guiar e consultar, perigo e prevenção ou o prevenir a contra as obscenidades.
Não só e pecado mas e permitido obstruir o haibat

Quais são as causas do Haibat?

 

Anteriormente falamos que o Haibat é algo ruim, que é um pecado e que causa muitos males a sociedade assim como repercute de forma negativa ao praticante na ressurreição. 

 

1)  A paz de Espírito:

 

 Muitas pessoas que cometem o haibat ou que tem como objetivo achar falhas ou defeitos alheios querem na verdade encobrir ou tornar pequenos os seus próprios pecados. Este grupo quando se Apercebe de sua falhas e defeitos ao invés de concertarem estes  erros buscam os defeitos e falhas no próximo para enaltecer estes defeitos. Agem desta forma para dizerem que não são os únicos a terem defeitos mas que outras pessoas tem defeitos maiores que os seus e se sentem felizes achando que os seus pecados são menores. Com esta atitude deseja se sentir mais leve comparando-se ao outro. Se uma pessoa utilizar este pensamento ao agir sobre o haibat fez um grande pecado para si mesma  porque cada pessoa é responsável pelos seus atos e por sua conduta. E com a desculpa de que outros têm mais pecados do que os seus ele não conseguira se arrepender e concertar os seus próprios erros. Portanto os seus erros , falhas e pecados permaneceram assim como o pecado por ter cometido o haibat também será adicionado aos anteriores.

 

2)  Ter orgulho e Arrogância:

 

Parte das pessoas as falhas e defeitos do próximo expõem-nos aos outros que conhecem bem os  assuntos e passam a menosprezar aos outros . Mas na verdade para os que ouvem isto os consiram como arrogantes ou orgulhosos.

 

3)  Tirar sarro  ou debochar dos outros:

 

Parte das pessoas que fazem o haibat se utiliza do deboche ou de tirar sarro dos outros. Na aula n°27 abordaremos com mais profundidade este tópico. 

 

4)  A inveja:

 

Outra causa que se utiliza o haibat e a inveja. Algumas vezes o ser humano se enxerga menor que os outros ou com menos importância. Passa então a não ter força de vontade para se desenvolver e chegar ao nível deles . Então passa a invejá-los.

Neste momento passa  a recordar as falhas e defeitos alheios e divulga-os para que tenha uma posição mais elevada a seu favor.

 

5)  Conivente com os Demais:

 

Em muitas reuniões ou eventos sociais muitos falam de diversos assuntos sejam estes temas positivos ou negativos  sobre a vida dos outros. Para que haja uma conversa única entre todos passam então a aceitar e serem coniventes com que os outros falem mal de certa pessoa. Estas pessoas pensam que se ficarem quietas  as outras a deixaram ou não lhe darão importância. Devemos tomar cuidado em não cometer o pecado estando em tais reuniões para agradar a fulano ou a sicrano. O sagrado Alcorão fala sobre aqueles que sofrerão no inferno e coloca como causa que eram coniventes e aceitavam o que as pessoas corruptas e ruins falavam. Como nos diz a surata  n° 74 

(Al Mudáscir / O Imantado) nos versículo de n°40 ao 45:

 

“Que estarão nos jardins das delícias. Perguntarão,  Aos pecadores:

 

 O que foi que vos introduziu no tártaro?

 

 Responder-lhes-ão: Não nos contávamos entre os que oravam,

 

 Nem alimentávamos o necessitado;

 

Ao contrário, dialogávamos sobre futilidades, com palradores”

 

6)  Mudar o sentido da conversa por medo:

 

Parte das pessoas pode mudar o sentido  de uma conversa expondo falhas e defeitos alheios por medo que os seus defeitos e falhas não sejam colocados em pauta.   

 

7)  Aparentemente Extranhar:

 

Sempre que se falarem de coisas pecaminosas ou feias alguns indivíduos com estranheza observam aqueles que tais atos praticaram. E dizem que tal pessoa é difícil que faça tal ato.

Com certeza este tipo de comportamento é uma desculpa para cometer o haibat. Porque é possível sem citar como uma irritação sem revelar nomes como exemplo . Deves levar em consideração que este estranhamento artificial for por inveja é considerado dos grandes pecados.

8)Aparentemente Mostrar Misericórdia:

 

Algumas pessoas quando falam mal dos outros dizem por exemplo: “Coitado de fulano de tal...” Aquele que faz o haibat desta forma não se da conta que esta transferindo suas boas ações  a outro.

Porque isto ocorre?

1)   Primeiro ele tem defeitos e falhas e também pode cometer pecados

2)   Ele comete o pecado fazendo o Haibat

3)   Ele fala da situação negativa desta pessoa, pecando assim

 

4° Aspecto: Exceções em que não é considerado pecado fazer o haibat

 

No Islã o Haibat é considerado dos  grandes pecados mas também existem exceções em que o Haibat não é considerado pecado. Citaremos agora as exceções:

 

1)  Tomar o que é seu por direito:

 

 Este se refere a aquele que foi oprimido e que teve a intenção de ir a um juiz. Ele não encontra outra forma a não ser revelar a opressão que sofreu e divulgá-la. Se a pessoa não revelar o fato ocorrido como então o juiz poderá dar um veredicto a seu favor. Portanto a pessoa não tem outra opção a não ser  relatar que aconteceu. Com este objetivo o Sagrado Alcorão nos revela na surata (An Nissá / As mulheres) no versículon°148:

Deus não aprecia que sejam proferidas palavras maldosas publicamente, salvo por alguém que tenha sido injustiçado; sabei que Deus é Oniouvinte, Onisciente.”

 

Portanto Deus não gosta do haibat a não ser que este alguém seja oprimido. No Islã o objetivo de fazer a justiça e maior do que prevalecer o direito do opressor.

Este assunto tem objetivo de ultrapassarmos os limites do próximo e que as pessoas foram oprimidas e  tenham direitos a sua defesa.

Deus colocou esta clausula como uma exceção.     

 

                            

2)   Guiar e consultar:

 

O Ser humano em muitas situações precisa ser orientado e guiado assim como muitas vezes se consultar com o próximo seja por assuntos familiares ou sócias. Normalmente quanto por exemplo tem a intenção de se casar com alguém, perguntam as pessoas que a conhecem informações a seu respeito. Ou quando desejamos colocar alguém em algum cargo de relevância também pedimos informações a seu respeito. Neste tipo de questões importantes em sua resolução não se considera haibat pois a intenção e a de se evitar problemas futuros. Isto se deve ao fato de que as questões coletivas sejam mais importantes do que as particulares. Pois vivemos em sociedade e não isoladamente. 

 

3)   Perigo ou prevenção:

 

Quando percebemos que um grupo ou pessoa trabalha para corrupção na sociedade sem que seja divulgada a sua atividade e desde que percebamos que haja um perigo real de que possa ser levada a perdição devemos relatar aos responsáveis este fato. Por mais que em nosso relato estejamos falando mal de alguém neste caso e algo que fazemos como a intenção de proteger um bem maior que é a comunidade islâmica. Neste caso não se considera Haibat. Temos uma narrativa do Profeta (s.a.w) que nos diz:

“Será que você protegeria os atos maus de um corrupto para que as pessoas não o conheçam? Deves torná-lo publico para que as pessoas se previnam a seu respeito.”

(Bihar al Anwar tomo 75, parte 66, hadis 1)

 

4)   Analisar e comparar as pessoas:

 

Um dos outros motivos que devemos levar em conta em sociedade são as particularidades de uma pessoa. Neste caso os juizes analisam o testamento daqueles que acusam  pessoas de cometerem atos ilícitos. Para tal o juiz deve ter certeza do caráter daquele que  acuse a outro. E  possível então comparar e analisar sua vida antes de dar um parecer sobre ele.

 

6) Apelido Famoso :

 

Há pessoas em uma sociedade que  se tornam conhecidas e não necessitam ser lembradas. Por exemplo:

Uma pessoa que tenha como característica pessoal possuir apenas um olho. Ou um outro que manca ao andar. Se alguém apresentar um apelido e depois de tê-lo colocado se torne famoso por ele aquele que  primeiramente lhe colocou o apelido pecou. Mas os outros que o conheceram já com este apelido e o chamam deste modo não cometem pecado.

 

8)  Inventar algo na religião:

 

Apresentar aqueles que inventam algo na religião é um dever de todo muçulmano visando proteger a sociedade. Os muçulmanos têm de relatar este fato. Neste caso não cometem o haibat. Temos uma narrativa do Profeta (s.a.w) que nos diz:

“Sempre que observar pessoas que inventem algo sobre a religião deves relatá-los.”

 

9)  Aparentemente Pecador:

 

Outro grupo que devemos relatar são daqueles que são conhecidos como corruptos e pervertidos e que as pessoas não se apercebem deles ate que saibam que são assim. O Profeta Muhammad (s.a.w) nos diz:

“Há três pessoas das quais é licito fazer o haibat:

1)  Os pervertidos

2)  Aqueles que fazem o que o seu instinto  lhes ordena

3)  Aquele que é líder dos opressores

 

 

Em um dito do Profeta Muhammad (s.a.w) temos esta narrativa:

 

“Aquele que externa seus pecados aos outros não há problema se os relatarmos.”

(Bihar al Anwar tomo 75, parte 57, hadis 33)

 

4)  Escutar o Haibat:     

 

Da mesma forma que escutar o Haibat não é considerado um  bom  ato e aquele que falou isto e fez uso do haibat será também castigado da mesma forma ouvir apenas também  é um pecado.

O Profeta Muhammad (s.a.w) neste sentido nos diz:

“Aquele que ouve o haibat é considerado um dos que fazem o haibat também.”

(Bihar Al Anwar tomo 75, parte 66, hadis 1)

O Imam Assadek (a.s) nos diz:

Haibat tem a mesma penalidade de incredulidade e ouvir o haibat e se sentir feliz ouvindo-o tem a conotação da associação com Deus.”

(Mustadrak tomo 9, parte 136, hadis 10462)

 

Em outras narrativas é indicado que se em uma reunião se falar mal de alguém se você tiver a possibilidade de responder a estes deves defender ao teu irmão crente.

O Profeta Muhammad (s.a.w) nos diz:

 

“Aquele que defende o seu irmão crente em um local onde estejam falando mal dele,Deus o retirará 1.000 atos falhos ou errados de sua conduta”.

(Bihar Al Anwar tomo 76, parte 67, hadis 30)

 

Na hipótese de não poder se defender deve se retirar de tal ambiente desagradável.


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