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Aiatolá Ramezani: Os seguidores dos Ahl al-Bayt (AS) são gratos aos países ocidentais / Um exemplo interessante do estado de direito xiita nas sociedades ocidentais

Aiatolá Ramezani: Os seguidores dos Ahl al-Bayt (AS) são gratos aos países ocidentais / Um exemplo interessante do estado de direito xiita nas sociedades ocidentais

O Secretário-Geral da Assembleia Mundial da Ahl al-Bayt (AS) se reune e tem diálogo com as organizações xiitas na França no sábado.

Segundo a agência de notícias Ahl al-Bayt (AS), Abna - Aiatolá "Reza Ramezani", que viajou à Europa para algumas reuniões religiosas e inter-religiosas, encontrou-se com membros das "organizações xiitas da França" no sábado, 14 de novembro de 1400.

O Secretário-Geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt (AS) nesta reunião, enfatizando que "os inimigos do Islã hoje estão tentando virar o Islã de cabeça para baixo como no passado", disse: "Nosso dever mais importante como muçulmanos é um conhecimento abrangente do Islã. Com base em uma compreensão correta de versos e ditos, o Islã é uma religião abrangente que aborda questões individuais e uma perspectiva social".

Explicando a palavra "abrangente", ele disse: "Abrangente significa que o Islã cobre a visão mundana e a visão futura, ou seja, da vida após a morte. O Alcorão afirma que nós temos porção neste mundo que se quisermos alcançar a outra vida devemos nos atentar a essa porção. Algumas pessoas se atentam apenas na aparência do mundo e algumas outras na outra vida, ambos os quais são pensamentos errados, e o versículo: Distinguem tão somente o aparente da vida terrena, porém, estão alheios quanto à outra vida".

* Áreas de comunicação no Islã

O Aiatolá Ramezani então falou sobre as áreas de comunicação no Islã: "Comunicação consigo mesmo, comunicação com Deus, comunicação com a sociedade, comunicação na área internacional e comunicação com a natureza, cinco tipos de relacionamentos que existem e do ponto de vista islâmico, e regras específicas foram estabelecidas para cada um deles".

Este pensador islâmico continuou: "No pensamento do “Islã liberal”, apenas a relação do homem com Deus e a relação do homem consigo mesmo são consideradas, e isso é contrário aos versículos corânicos e ditos; porque o Islã também tem regras e regulamentos no campo da sociedade e no relacionamento dos seres humanos uns com os outros".

Enfatizando que "a violência atribuída ao Islã nada tem a ver com essa religião", ele acrescentou: "Aqueles que decapitam outras pessoas com as palavras La ilaha illa Allah e Allahu Akbar certamente não têm nada a ver com o Islã". Eles foram criados pelos inimigos do Islã. Quando olhamos para os versículos do Alcorão, vemos que o Alcorão não permite matar e ser morto de forma alguma".

* Nenhum profeta foi enviado para violência

O Secretário-Geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt (AS) afirmou que "nos debates ideológicos, as questões devem ser promovidas com reflexão e ponderação" e em resposta a algumas controvérsias, afirmou: "Quando dizem que o islã cresceu e se desenvolveu através da riqueza de Khadija (S.A.) e da espada do Imam Ali (A.S.) ou que o Islão é a religião da violência não tem base corânica ou narrativa. Durante o tempo do Santo Profeta (S.A.A.S.), os muçulmanos sofreram muito. Portanto, muitos deles pediram ao Profeta (S.A.A.S.) permissão para se defenderem; mas o Profeta não concedeu essa permissão. Os inimigos do Islã planejaram matar o Profeta (S.A.A.S.) e muitos muçulmanos, e ele foi obrigado a emigrar de Meca para Medina. Quando o Profeta (S.A.A.S.) se estabeleceu na cidade de Medina, os politeístas foram a Medina para matá-lo e derrotar o Islã; aqui o Profeta (S.A.A.S.) teve que defender a si mesmo e aos muçulmanos. Portanto, dizer que o Profeta do Islã é um profeta da violência ou que o Islã é uma religião violenta não tem base científica, histórica ou corânica”.

Aiatolá Ramezani acrescentou: “No Alcorão, todos os capítulos do alcorão - exceto um capítulo - começa com a frase "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso"; e o Alcorão, no qual palavras como Rahman (O Clemente), Rahim (O Misericordioso), Ghafoor (O Perdoador) e Raouf (O Compassivo) foram usadas continuamente, certamente não será o livro da religião da violência. Não apenas o Islã, mas acreditamos que nenhum profeta ou religião veio para difundir violência”.

Ele declarou: “A percepção de que - o Deus de Jesus é o Deus da misericórdia e o Deus de Muhammad é o Deus da violência - é feito pelos inimigos de Deus e da humanidade. O que causou o desenvolvimento do Islã foi a criação do Profeta (S.A.A.S.), que é a criação do Alcorão. Deus Todo-Poderoso descreveu a moralidade do Profeta (S.A.A.S.) em vários versículos como: Porque és de nobilíssimo caráter - Pela misericórdia de Deus, foste gentil para com eles; porém, tivesses tu sido insociável ou de coração insensível, eles se teriam afastado de ti. Isso nos diz que pela graça de Deus, o Santo Profeta (S.A.A.S.) era bondoso e é assim que as pessoas eram atraídas por ele”.

Aiatolá Ramezani citou: “Imam Sadeq (A.S.) diz a este respeito: Então Deus criou seu Profeta educado, e da maneira mais bonita, quando a instrução se completou, então ele disse: "Aqui está a grande criação."


* Ênfase na necessidade de união da Sociedade islâmica

Referindo-se à "necessidade da união da Comunidade Islâmica", o Secretário-Geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt (AS) disse: "O que é importante e significativo para todos nós - especialmente para os seguidores dos Ahl al-Bayt (AS) - é olhar para a Ummah islâmica e a união desta. “Alguns mencionam explicitamente a ummah sunita e a ummah xiita! Quando, na verdade, essa expressão de ummah sunita e ummah xiita são feitas e criadas pelos inimigos do Islã. O que devemos buscar é a união da Ummah islâmica, e é nisso que os grandes líderes xiitas acreditam.

Um membro do Conselho Supremo da Assembleia Mundial para a Aproximação das Religiões Islâmicas continuou: "O pensamento e comportamento do ISIS nem mesmo é aprovado pelos estudiosos sunitas e todos rejeitam unanimemente. Também combatemos essas ideias extremistas e perigosas na prática; pois, o mártir Hajj Qasim Soleimani foi um homem que se levantou contra esses selvagens e venceu.

Referindo-se à “hipocrisia daqueles que afirmam lutar contra o terrorismo”, o Aiatolá Ramezani disse: “Os Estados Unidos afirmam estar lutando contra o terrorismo; enquanto o próprio país cultiva o terrorismo e o envia para a Síria, Iraque, Afeganistão e outros lugares. Estes são apenas cenários que eles próprios criaram.

* Características do Islã

Ele afirmou que "a união e a harmonia podem desempenhar um papel importante na introdução da escola dos Ahl al-Bayt (AS)": "A racionalidade é a base das características do Islã, pois o Islã é a religião da razão, pensamento e racionalidade. Até a adoração no Islã, como a oração e o jejum, é feita com a aprovação da razão”.

Este professor do seminário islâmico e professor universitário introduziu a "espiritualidade" como a segunda característica do Islã e disse: "Todos os versos do Alcorão, narrações e palavras dos Ahl al-Bayt (AS) prestam atenção à humanidade no mundo do sentido e apontam que o homem deve ter crescimento espiritual e intelectual. "Seja o ser humano sensitivo, isto é, o ser humano que veio a este mundo, deve se tornar um ser humano racional e intuitivo educando seu intelecto e coração. A espiritualidade que buscamos é dirigida por Deus, e atenção a uma realidade superior que é a mais perfeita. A espiritualidade que buscamos é responsável uns pelos outros e pela religião de Deus, e não é anti-espiritual. Portanto, é importante que a espiritualidade seja incluída nos ensinamentos.

* A sociedade humana sofre com a injustiça, pobreza e miséria

Aiatolá Ramezani definiu a "justiça" como a terceira característica do Islã e declarou a posição da justiça no islã dizendo o seguinte: “A justiça era o desejo de todos os profetas divinos e no verso isso fica óbvio: Enviamos os Nossos mensageiros com as evidências: enviamos, com eles, o Livro e a balança, para que os humanos observem a justiça. O que a sociedade humana sofre é a injustiça que levou à pobreza e à miséria.

O Secretário-Geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt (A.S.) acrescentou: "Portanto, podemos de certo modo apresentar o Islã como a religião da misericórdia, a religião da racionalidade, a religião da espiritualidade, a religião da justiça e a religião da tolerância. Tolerância significa complacência entre a humanidade. Portanto, o Profeta do Islã diz: O Deus que me enviou, com razão, me ordenou que fosse paciente com as pessoas..

* A presença dos seguidores dos Ahl al-Bayt (A.S.) nos países ocidentais é algo de valor

Ele enfatizou o reconhecimento da escola de pensamento dos Ahl al-Bayt (A.S.) de forma abrangente e acrescentou: "A questão que os governantes do Ocidente devem prestar atenção é que a presença dos seguidores dos Ahl al-Bayt (A.S.) nos países será algo de valor para eles; porque são contra o extremismo, a violência e os atos ilegais.

O Aiatolá Ramezani, como um exemplo do " estado de direito xiita nas sociedades ocidentais", disse: "Quando o Imam Khomeini (R.A.) estava em" Nouvelle Loshato "na França, os companheiros do Imam abateram uma ovelha em casa e prepararam uma comida. Quando parte dessa comida foi levada ao Imam, o Imam perguntou: "De onde veio esse carneiro e onde foi abatido?" Os companheiros disseram que eles mesmos aviam abatido o animal na própria casa e tentaram justificar o que fizeram. O Imam questionou: "O governo francês permite que você abata um animal em tal lugar, ou o abate de uma ovelha deve ter um lugar especifico?". E eles responderam que aquele ato não era permitido. Então o Imam disse que não comeria daquela comida. "Esses são pontos importantes aos quais devemos prestar atenção. Eu mesmo prestava muita atenção a isso durante os 13 anos em que permaneci na Europa”.

* Proteger a liberdade de expressão, preservando a santidade do que é sagrado

O Secretário-Geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt (AS) afirmou: “Com base na experiência que adquiri, sei que devemos conhecer e reconhecer a escola dos Ahl al-Bayt (AS) corretamente, e depois partir o julgamento para outros; porque eles próprios se sentem atraídos por tal família. Os eruditos xiitas não querem forçar um cristão a se converter ao islamismo; em vez disso, eles estão tentando apresentar a escola dos Ahl al-Bayt (AS) de forma correta.

Ele concluiu declarando: "Protegendo a liberdade de expressão e preservando a santidade daquilo que é sagrado". "Em vez disso, devemos tentar não insultar qualquer livro sagrado ou profeta. Criar uma caricatura de pessoas santas e desrespeitar a santidade dos outros é contra o intelecto humano e natureza."

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