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AIEA reporta ter encontrado vestígios de urânio em locais não declarados por Teerã

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontrou partículas de urânio em dois locais não declarados, após meses de obstrução ao acesso de inspetores, segundo mídia.

Trabalhando em conjunto com a ONU, os inspetores da AIEA afirmam que o achado poderá colocar em risco os esforços para a reativação do acordo nuclear por parte dos EUA, informa o jornal Israel Hayom.

Embora se acredite que os locais onde o material foi encontrado estejam inativos há quase duas décadas, a sua existência seria prova suficiente para os opositores do acordo nuclear com o Irã mostrarem que a República Islâmica não estaria agindo de boa fé.

O maior opositor à reativação do acordo é Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, já afirmou que "Israel permanece empenhado em impedir que o Irã obtenha armas nucleares e sua posição relativamente ao acordo nuclear não mudou. […] Israel acredita que o regresso ao velho acordo abrirá o caminho para a obtenção pelo Irã de um arsenal nuclear", citado pela mídia israelense.

O embaixador iraniano na AIAE, Kazem Gharibabadi, se recusou a comentar o sucedido. No entanto, um oficial sênior do Irã declarou que "não temos nada a esconder. Foi por essa razão que permitimos que os inspetores visitassem esses locais", citado no texto.
O Irã estabeleceu um prazo até a próxima semana para que Biden cancele as sanções reimpostas por Trump, ou suspenderá as inspeções da AIEA ao abrigo do acordo. O anterior presidente norte-americano retirou unilateralmente o seu país do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em 2018. Na próxima semana, a AIEA deverá divulgar o seu relatório sobre a inspeção às atividades nucleares iranianas.

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