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Ao recusar proposta da OPEP, EAU estão se preparando para mundo pós-petróleo, diz mídia

Ao recusar proposta da OPEP, EAU estão se preparando para mundo pós-petróleo, diz mídia

De acordo com jornal norte-americano, os Emirados Árabes Unidos (EAU) miram no futuro do mundo sem petróleo, e querem bombear mais do combustível fóssil agora, para que possam investir na diversificação antes que a demanda diminua.

No início deste mês, os Emirados Árabes Unidos rejeitaram inesperadamente uma proposta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para estender os atuais cortes de produção de petróleo até o final de 2022, chamando sua cota de produção atual de "injusta" e sugerindo que o mercado estava em "extrema necessidade de maior produção", de acordo com o The Wall Street Journal.

Segundo a mídia, os Emirados querem bombear mais petróleo agora, para que possam investir na diversificação antes que a demanda de petróleo diminua.

O rompimento de Abu Dhabi com seus parceiros sauditas tradicionais e outras potências da OPEP+ em manter os cortes de produção previamente acordados está relacionado à percepção do governo emiradense de que a demanda por petróleo não durará para sempre, e que pode ser um "agora ou nunca" o momento para tentar maximizar os lucros enquanto os preços estão em alta.

"Este é o momento de maximizar o valor dos recursos de hidrocarbonetos do país, enquanto eles têm valor […]. O objetivo do investimento é gerar receitas para a diversificação da economia, tanto para o investimento em novas energias como, o mais importante, em novos fluxos de receitas", disse uma fonte ao jornal.

Os EAU refutaram uma proposta saudita de aumentar a produção em dois milhões de barris por dia entre agosto e dezembro de 2021, mas manter os cortes restantes (de até 5,8 milhões) até o final de 2022, em vez de abril de 2022, conforme originalmente planejado. Abu Dhabi afirma que os cortes não devem ser estendidos, a menos que a linha de base para a produção seja revisada.

"A participação no mercado é um fator chave aqui. Queremos uma maior participação de mercado, para monetizar o máximo que pudermos com nossas reservas, especialmente quando gastamos bilhões para desenvolvê-las", disse um executivo sênior do petróleo dos EAU ao jornal.

Mesmo antes do colapso de preços relacionado à crise da pandemia em 2020, que levou os 13 membros da OPEP e seus aliados, incluindo Rússia, Cazaquistão, México e outros, a chegarem a um acordo de corte de produção de emergência, os EAU há muito buscam diversificar sua economia, afastando-se dos hidrocarbonetos, por meio de investimentos substanciais em turismo, aviação comercial, mídia, telecomunicações e um esforço para transformar Dubai em um importante centro financeiro.

As recentes revoluções tecnológicas em veículos híbridos e elétricos, combinadas com avanços na segurança do hidrogênio combustível que eram impossíveis de alcançar na década de 1970, levaram a previsões renovadas de que o tempo do petróleo como líder indiscutível em energia global está chegando ao fim.

Por esse motivo que os Emirados Árabes Unidos estão enfrentando parceiros da OPEP. Embora permaneça publicamente comprometido com as restrições de produção que o cartel e seus parceiros não pertencentes à OPEP concordaram no ano passado, em particular, como qualquer economia que se preze, os Emirados Árabes Unidos estão cuidando de si mesmos, segundo a mídia.
Apesar de uma área total de apenas 83.600 quilômetros quadrados, os EAU são conhecidos por serem donos de algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, situando-se no topo de quase 100 bilhões de barris de reservas comprovadas, e respondendo por quase 6% dos ativos petrolíferos comprovados totais do mundo.

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