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Brasil é o único país que pode atingir nova cota da Rússia para importação de carnes, diz analista

Na semana passada, foi anunciado que o governo russo abrirá cota de 300 mil toneladas para importação de carne com tarifa zero por seis meses. A Sputnik Brasil ouviu analista para saber se a medida pode beneficiar o setor agropecuário brasileiro.

Desde setembro, a exportação de carne bovina brasileira para China está suspensa devido aos casos de vaca louca registrados em dois municípios do interior do Brasil.
De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), se o embargo continuar, estima-se um prejuízo de até US$ 1,8 bilhão (R$ 10 bilhões) para o setor.
Após a suspenção, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou que o governo russo abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne com tarifa zero de importação por seis meses.
O governo russo anunciou que abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) com tarifa zero de importação por seis meses, mercado que pode ser utilizado pelo Brasil. https://t.co/P7ALpgKi9q

— Tereza Cristina (@TerezaCrisMS) November 17, 2021

Na última quarta-feira (17), a ministra reuniu-se em Moscou com o chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergei Dankvert, que garantiu a realização de uma visita de inspeção ao Brasil (ainda no primeiro trimestre de 2022), o que possibilitará a habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação, segundo o site Poder 360.

A Sputnik Brasil entrevistou Augusto Carneiro, trader da Sudambeef S.A responsável pelas vendas para Rússia e Leste Europeu no intuito de entender se a medida russa pode ajudar o setor agropecuário brasileiro diante do embargo chinês e se o setor pode colher benefícios futuros com a reaproximação comercial entre Moscou e Brasília.

Dentro da cota de 300 mil toneladas divulgada pela mídia e anunciada pela ministra, 200 mil toneladas se referem à carne bovina e 100 mil toneladas à carne suína, entretanto, não ficou claro se a cota seria para o Mercosul, para o Brasil ou também para outros países.
Carneiro diz que, para o setor, também não ficou esclarecido para quem a cota vale, e até agora, há apenas conhecimento sobre o volume de 300 mil toneladas, o qual contará somente com "carnes de corte, os miúdos bovinos e suínos ficaram de fora", diz o especialista.
Ao mesmo tempo, o trader ressalta que ainda não se sabe como vai ser a correspondência com os importadores, "se será através de empresas privadas ou de uma empresa estatal única", e que o setor aguarda a confirmação, uma vez que "dependendo da forma como ocorra, é que teremos a certeza da tarifação zero para as carnes".

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