Representantes do parlamento brasileiro condenaram a decisão do governo dos EUA

Parlamento brasileiro comemorou o Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestino, realizado quarta-feira na Câmara dos Deputados em Brasília.

Nesta conferencia que estavam presentes representantes de vários partidos políticos brasileiros, embaixadores e diplomatas de diferentes países, representantes de organizações de direitos humanos e ativistas de direitos humanos, primeiramente, Assiss Melo, o Deputado do partido Comunista, descrevendo a história da formação do regime sionista expressou o seu repudio a decisão do governo dos EUA de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Ele afirmou apesar de respeitar a decisão do povo americano de eleger Tramp, mas este presidente não poderia tomar decisão errada em nome do povo americano e inflamar as chamas das divisões no Médio Oriente. Ele elogiou os esforços do povo palestino para alcançar o direito de reconhecimento da sua soberania soberana e agradeceu a outros representantes presentes na reunião, que, apesar de ter uma diferença de opinião partidária se convergem na defesa do povo palestino. Ele propôs a aprovação de uma moção de censura do Parlamento para se opuser à decisão do Trump.

A Sra. Maria Socorro Gomez, a chefe do Conselho Mundial da Paz, (Cebrapaz) como outra oradora da reunião, elogiou a campanha heroica do povo sírio contra o terrorismo, descrevendo valiosa presença de embaixadores e representantes de outros países nesta reunião para homenagear o povo palestino. Ela disse: “A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump reconhecendo Jerusalém como capital do Estado sionista israelense e a decisão de instalar nessa cidade a embaixada dos Estados Unidos em Israel é uma afronta ao Direito Internacional, uma violação de resoluções da Organização das Nações Unidas, uma ofensa abjeta à dignidade, à honra e aos direitos do povo palestino, um obstáculo a mais para a realização da causa nacional palestina e uma provocação de guerra”.

Gomez acrescentou que Israel já aprisionou 6.000 palestinos, que é o resultado do apoio político e imoral dos EUA, enquanto as Nações Unidas condenaram a ocupação de terras palestinas. Ela pediu ao Parlamento brasileiro que se oponha explicitamente a este ato. Gomes acrescentou que a ocupação e o assassinato não são consistentes com os esforços de paz e que a nação palestina precisa de paz douradora e a formação de governo e soberania. Quanto tempo essa nação deve lutar e dar mártires precisou a presidente de Cebrapaz.

Marcus Marun, deputado do partido PMDB, também disse: "Reunimos aqui para apoiar o povo palestino e a paz". O Brasil propõe uma solução de dois estados para respeitar a paz e a soberania do povo palestino. Repudiamos a construção de assentamentos nos territórios ocupados e à decisão de Trump de transferir a embaixada dos EUA para Jerusalém, e acreditamos que isso não garantirá a paz, mas levará a uma maior divisão e separação.

A Sra. Barona Dias Forlan, a presidente da Comissão de Política Externa e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, como outra participante do encontro agradeceu pela iniciativa do apoio ao povo da Palestina visando construir a paz e respeitar sua soberania.

Sayed Ali Saghayian o embaixador iraniano no Brasil, apontando a sessenta anos da ocupação de territórios palestinos e o estabelecimento de um regime de Sionista opressor afirmou que neste período o povo injustiçado e indefeso palestino experimentou somente opressão, agressão, ocupação, deslocamento, assassinato, limpeza étnica e uma forma severa de Apartheid e os seus direitos básicos negados. “o regime de ocupação violou todos os princípios dos direitos humanos óbvios, massacrando o povo e praticou crimes contra a humanidade e o terrorismo de Estado, e explicitamente e forma clara ridiculizou a paz e a segurança internacionais”.

Ele acrescentou: a resistência e a defesa legítima são como únicos meios de afronto a expansionismo do inimigo sionista e acabar com a agressão, a ocupação dos territórios ocupados e o retorno dos refugiados palestinos, “Condenamos veementemente a decisão do governo dos EUA de transferir sua embaixada para Jerusalém com o objetivo reconhecendo a dominação do regime sionista”, enfatizou o embaixador do Irã.

Ele considerou a eleição livre do povo palestino como a única solução para esta crise crônica e um referendo, como uma proposta justa, humana e baseado por diretos internacionais aceitáveis demonstrará o destino de todos os palestinos residentes e os refugiados, no qual participassem todo o povo palestino, incluindo muçulmanos, cristãos e judeus.

Ahmed Shahade, o presidente do Instituto Brasil-Palestino, disse: o que está acontecendo hoje na Palestina não é guerra, mas genocídio e massacre, onde as casas das pessoas destruídas são mortas, mulheres e crianças e destruídas escolas e hospitais. Tudo isto está feito por respaldo dos EUA e outros países ocidentais.

Ele propôs os boicotes econômicos, militares e científicos do regime sionista e suas organizações, pedindo o julgamento de criminosos de guerra israelenses em tribunais internacionais.

Shehadeh acrescentou: Jerusalém é a capital da Palestina e sempre permanecerá a capital de todos os palestinos, e as Nações Unidas e o direito internacional não reconhecem o comportamento e leis do regime sionista ao ocupar qualquer parte de Jerusalém.

Vários outros deputados, ativistas de direitos humanos e ONGs também falaram na reunião organizada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade e Paz.

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