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Com Bolsonaro e Guedes, governo brasileiro conclui privatização da Eletrobras, em meio a protestos

Com Bolsonaro e Guedes, governo brasileiro conclui privatização da Eletrobras, em meio a protestos

Com a presença do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), e do ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo federal realizou, nesta terça-feira (14), a cerimônia de privatização da Eletrobras, principal empresa do setor elétrico do país, em meio a protestos à frente do edifício da B3, a Bolsa de Valores, em São Paulo.

A conclusão da privatização da empresa ocorreu com a oferta pública de ações, definidas em R$ 42. Segundo a companhia, foram captados R$ 29,29 bilhões e o total da operação pode chegar a R$ 33,68 bilhões, considerando a previsão de um lote suplementar de até 15% das ações da oferta inicial.
Esta foi a maior oferta de ações na bolsa brasileira desde a capitalização da Petrobras, em 2010, mas o valor ainda ficou bem abaixo da quantia de R$ 120 bilhões levantada pela petroleira.
Durante o evento, o ministro Paulo Guedes afirmou que a operação foi complexa e que "mexe com todas as dimensões da sociedade". "Nós enfrentamos vários problemas, foi uma construção conjunta durante dois anos e meio", disse ele, conforme noticiado pelo G1.
Para Guedes, a privatização da companhia aumentará sua capacidade de investimento.
"A empresa é como um filho que saiu de casa, não precisa mais de proteção do estado. Tinha esgotado a capacidade de investimento, estava perdendo fôlego. Ela precisa investir R$ 16 bilhões ao ano só para garantir sua fatia de mercado, mas não conseguia investir mais do que R$ 3 bilhões", afirmou.

O CEO da companhia, Rodrigo Limp, ressaltou que a empresa teve o melhor primeiro trimestre da história em 2022.
"A capitalização da Eletrobras vem na sequência de uma reestruturação na companhia em 2016, após um dos períodos mais difíceis de sua história", disse.
Protestos com críticas a Bolsonaro
De acordo com o jornal Valor Econômico, cerca de 250 integrantes de movimentos sociais participaram do protesto contra a privatização, na manhã desta terça-feira (14), em frente ao prédio da bolsa, no centro da capital paulista.

Além da privatização em si, o ato teve críticas a Bolsonaro e ao preço da tarifa de energia elétrica.
Durante a cerimônia, o entorno da B3 foi cercado por seguranças terceirizados da Presidência da República.

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