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Entre Lula e Bolsonaro, presidente do PSDB diz que preferiria levar tiro

Entre Lula e Bolsonaro, presidente do PSDB diz que preferiria levar tiro

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, disse que, se estivesse diante de em pelotão de fuzilamento, preferiria levar um tiro a votar em Jair Bolsonaro ou Lula em um hipotético segundo turno.

O ex-deputado federal também contou que, em 2018, votou em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, quando o atual presidente enfrentou o petista Fernando Haddad.

Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu que votou em branco naquela ocasião. No entanto, afirmou que, em 2022, se tivesse que escolher entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, votaria no político que o sucedeu no Planalto.

Em entrevista ao portal UOL, ao ser perguntado sobre a questão, Bruno Araújo declarou preferir levar um tiro do que escolher entre Bolsonaro e Lula, que recuperou seus direitos políticos após Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), anular os processos contra ele na Lava Jato.

"Ele [FHC] foi colocado num pelotão de fuzilamento. Foi dito a ele que tinha que fazer a opção para não levar um tiro. Eu levaria o tiro", disse Araújo.
Em seguida, o tucano disse que seu partido trabalharia por outra alternativa, mas, caso o segundo turno fosse entre o atual presidente e Lula, votaria em branco dessa vez.

Nós [PSDB] vamos trabalhar fortemente, firmemente para ter outra alternativa que não seja as duas. Se chegar a essa alternativa, infelizmente eu voto em branco", disse.

PT compreende processo democrático
Apesar da opção, o presidente do PSDB fez uma concessão ao PT, afirmando que a legenda "faz parte de um conjunto de partidos que têm apreço, compreensão da importância do processo democrático". Por outro lado, ressaltou que a diferença entre tucanos e petistas é grande.

"Hoje, o PSDB e o PT continuam com largas e grandes diferenças de visões de país, sobretudo do ponto de vista macroeconômico. Com o discurso do presidente Lula na sua coletiva recente, parece que essas posições começam a ficar cada vez mais distantes", disse Bruno Araújo.

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