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Governo Bolsonaro planeja voltar às negociações para compra da vacina Covaxin, diz mídia

Governo Bolsonaro planeja voltar às negociações para compra da vacina Covaxin, diz mídia

Mesmo com toda polêmica envolvendo a compra da Covaxin, senador Flávio Bolsonaro diz que "contrato está certinho" e que só foi suspenso por "barulho e espuma".

Apesar dos desgastes e suposto caso de corrupção em torno da aquisição da vacina Covaxin, o governo pretende voltar às negociações para adquirir o imunizante indiano, segundo a revista Veja.

A compra da vacina pelo governo brasileiro está suspensa temporariamente e sob investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro dizem que os representantes da Precisa Medicamentos, que intermediaram os trâmites para compra, conseguirão afastar as suspeitas de irregularidade no negócio ao prestar esclarecimentos à CPI da Pandemia.

"O contrato está certinho e só foi suspenso por causa do barulho. Não tem nada de errado. É só barulho, só espuma", disse o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) citado pela mídia.
O caso da Covaxin ganhou destaque depois de o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, declarar à CPI da Pandemia que sofreu pressão atípica para executar o contrato. À comissão, o deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), irmão do servidor, acrescentou ter denunciado a Bolsonaro pessoalmente a pressão pelo pagamento antecipado, além de outras supostas irregularidades.

Na terça-feira (13), a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, deve reforçar a versão da Precisa, de que a empresa só submeteu a primeira fatura de importação de vacinas Covaxin ao ministério no dia 22 de março, o que provaria que o deputado Luis Miranda e o irmão dele mentiram ao afirmar à CPI que alertaram o presidente sobre o pedido de pagamento antecipado em 20 de março, segundo a mídia.

A Precisa também tentará explicar por que atuou como intermediária do contrato entre o Ministério da Saúde e o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin.

Como a aquisição de imunizantes geralmente é feita sem intermediários, senadores oposicionistas e independentes suspeitam que a empresa entrou no negócio apenas para receber comissão e repassar propina a autoridades.

De acordo com a mídia, com a pandemia e a necessidade de vacinar a população, a Precisa teria se aproveitado desses contatos comerciais para negociar com o laboratório Bharat Biotech.

Enquanto todo esse cenário acontece, o Brasil registrou hoje 19,1 milhões de casos de COVID-19 no país e contabilizou 533 mil mortes segundo o Our World in Data.

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