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Investigação aponta para 'máfia do peixe' em caso de desaparecidos na Amazônia, diz mídia

Investigação aponta para 'máfia do peixe' em caso de desaparecidos na Amazônia, diz mídia

Uma das principais linhas de investigação policial sobre o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira na Amazônia aponta para uma rede internacional de aliciamento de pescadores de forma ilegal na região do Vale do Javari, escreveu a agência AP, com informações de autoridades.

A mídia afirma que teve acesso a informações compartilhadas pela polícia com as lideranças indígenas.
Segundo a agência, enquanto alguns policiais, o prefeito da cidade de Atalaia do Norte, Denis Paiva, e outras pessoas da região associam o desaparecimento da dupla a uma chamada "máfia do peixe", a Polícia Federal não descarta outras linhas de investigação.
O esquema seria administrado por empresários locais, que pagariam a pescadores pobres para entrar no Vale do Javari para pegar peixes ilegalmente.
Um dos alvos mais valiosos é o maior peixe de água doce com escamas do mundo, o pirarucu, que pesa até 200 kg e pode atingir três metros. O pescado é vendido em cidades próximas, incluindo Letícia, na Colômbia, Tabatinga, no Brasil, e Iquitos, no Peru, escreveu a agência.

Dom Phillips e Bruno Pereira foram vistos pela última vez na manhã do dia 5 de junho, no domingo passado, perto da Terra Indígena do Vale do Javari, na fronteira com o Peru. Os dois estavam na comunidade de São Rafael e voltavam de barco para a cidade vizinha de Atalaia do Norte antes de desaparecerem.
O Exército, a Marinha e a Defesa Civil do país, além da polícia estadual e voluntários indígenas, estão mobilizados nas buscas. Na sexta-feira (10), a Polícia Federal informou que encontrou 'material orgânico aparentemente humano', que estão sendo analisados.
O único suspeito preso até o momento é o pescador Amarildo da Costa de Oliveira, também conhecido como Pelado.
Segundo relatos de indígenas que estavam com Pereira e Phillips, o suspeito brandiu um fuzil contra eles no dia anterior ao desaparecimento dos dois. Pelado nega qualquer irregularidade. À AP, sua família disse que a polícia militar o torturou para tentar obter uma confissão.

Dom Phillips é colaborador do jornal The Guardian. O indigenista Bruno Araújo Pereira é servidor público, da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Phillips estava trabalhando em um livro sobre a preservação da floresta e entrevistando populações indígenas na região. Já Pereira foi coordenador regional da Funai de Atalaia do Norte por nove anos. Ele vinha recebendo ameaças de morte de grileiros e pescadores ilegais.

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