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Irã chama novo plano de aumento de estoque nuclear do Reino Unido de 'hipocrisia'

Irã chama novo plano de aumento de estoque nuclear do Reino Unido de 'hipocrisia'

Ministério das Relações Exteriores do Irã reprova a nova estratégia de defesa britânica lembrando que a República Islâmica acredita que o estoque de armas nucleares precisa ser "erradicado".

Nesta terça-feira (17), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou o primeiro-ministro do Reino Unido por sua "hipocrisia", já que ao mesmo tempo que censura o país persa sobre seu programa nuclear, anuncia planos para aumentar o estoque britânico de armas nucleares.

Zarif postou um comentário sobre o assunto em seu Twitter desaprovando a postura do primeiro-ministro, Boris Johnson.

​Em total hipocrisia, Boris Johnson está "preocupado que o Irã desenvolva uma arma nuclear viável". No mesmo dia, ele anuncia que seu país aumentará seu estoque de armas nucleares. Ao contrário do Reino Unido e de seus aliados, o Irã acredita que as armas nucleares e todas as armas de destruição em massa são bárbaras e devem ser erradicadas.

Os comentários do ministro iraniano acontecem após divulgação do novo plano de política externa e de defesa pós-Brexit anunciado pelo Reino Unido na terça-feira (16). No documento, o governo britânico declara que vai aumentar seu arsenal nuclear de 180 ogivas estocadas para 260, um aumento de cerca de 45%, dando fim ao desarmamento progressivo implementado há 30 anos.

No relatório de 100 páginas, Londres também apontou a Rússia como "a ameaça direta mais aguda contra o Reino Unido" e demonstrou a intensão de concentrar esforços geopolíticos na região Indo-Pacífica. A China foi descrita como um "competidor sistêmico".

"A Rússia é a ameaça direta mais aguda à nossa segurança. Até que as relações com o governo russo melhorem, vamos deter e nos defender ativamente contra todo o espectro de ameaças provenientes de Moscou [...]", diz o documento.
O novo plano é a maior revisão estratégica feita pelo país desde o fim da Guerra Fria, e definiu os próximos passos do Reino Unido em relação à política externa e defesa britânica para os próximos 30 anos.

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