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Irã diz que pressão dos EUA para impor sanções é 'inadmissível'

Irã diz que pressão dos EUA para impor sanções é 'inadmissível'

Os Estados Unidos tentam impor sanções contra o Irã em um movimento "inadmissível" e "ilegal", afirmou o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) Majid Takht Ravanchi.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, apresentou carta ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (20) em que anuncia que utilizará a Resolução 2231, conhecido como "snapback", do acordo nuclear do Irã para estender um embargo de armas contra Teerã. De acordo com Washington, o Irã não cumpriu com os termos do acordo nuclear.

O presidente Donald Trump, contudo, saiu de maneira unilateral do acordo nuclear iraniano em maio de 2018. Os Estados Unidos decidiram apresentar a carta ao Conselho de Segurança da ONU após o órgão rejeitar uma resolução de Washington que defendia a prolongamento do embargo na venda de armas.

"Os Estados Unidos não participam do acordo nuclear do JCPOA [Plano de Ação Conjunto Global, o acordo nuclear iraniano] e não têm o direito de acionar o chamado mecanismo de snapback. Sua interpretação arbitrária da resolução 2231 não pode mudar essa realidade", disse Ravanchi. "Assim, temos a firme convicção de que a carta enviada hoje pelos EUA ao presidente do Conselho de Segurança, e todas as referências nela contidas, não está em um vácuo e não tem legitimidade jurídica e, portanto, é inadmissível."
O embaixador do Irã na ONU afirmou que os Estados Unidos tentam enganar a comunidade internacional. "Isso não passa de bullying ilegal e político", acrescentou Ravanchi.

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