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Irã diz que se EUA querem ajudar o Líbano, deveriam suspender sanções

Irã diz que se EUA querem ajudar o Líbano, deveriam suspender sanções

O Irã alertou contra a politização da explosão devastadora em Beirute, argumentando que os Estados Unidos deveriam retirar as sanções ao Líbano se forem sérios sobre ajudar a nação árabe a se recuperar da catástrofe.

"Se a América for honesta sobre sua oferta de assistência ao Líbano, eles deveriam suspender as sanções [contra o país]", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Abbas Mousavi, durante uma entrevista coletiva.
Em resposta a uma pergunta sobre a visita do presidente francês Emmanual Macron a Beirute, o porta-voz observou que "alguns países têm tentado politizar esta explosão para seus próprios interesses". Macron tem enfrentado críticas por usar sua visita para expressar simpatia por manifestantes antigovernamentais. Ele também afirmou que o futuro do país "está sendo decidido agora".

Washington anunciou na semana passada que começou a entregar ajuda ao Líbano após a explosão. No entanto, a ajuda humanitária está em desacordo com as sanções dos EUA impostas contra o grupo xiita Hezbollah, que faz parte do governo libanês. Como resultado, o Pentágono afirmou que precisa ser mais cauteloso ao administrar a ajuda ao Líbano, e expressou "preocupações para quem a ajuda iria."

Beirute foi abalada por manifestações após a explosão de terça-feira (4), que matou mais de 200 pessoas e transformou uma grande parte da cidade em escombros. No sábado (8), a Embaixada dos Estados Unidos em Beirute expressou solidariedade com os manifestantes antigovernamentais enquanto instava todos os lados a "se absterem da violência".

Os protestos já levaram à renúncia de vários ministros, sendo o mais recente a ministra da Justiça, Marie Claude Najm.

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