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MRE iraniano diz que tempo está se esgotando para EUA retornarem ao acordo nuclear

MRE iraniano diz que tempo está se esgotando para EUA retornarem ao acordo nuclear

Irã reafirma que o retorno do país ao Plano de Ação Conjunto Global só ocorre após Washington suspender as sanções contra a República Islâmica de forma completa.

Washington deve agir rapidamente para reavivar o acordo nuclear com Teerã, porque assim que o período de eleições presidenciais do Irã começar, é improvável que muita coisa aconteça até o final deste ano, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif.

"Os europeus estão acostumados a se comprometer. O Irã e os EUA, não. Os norte-americanos estão acostumados a impor e nós estamos acostumados a resistir […]. Portanto, agora é a hora de decidir se vamos nos comprometer e voltar para o JCPOA [Plano de Ação Conjunto Global], ou vamos voltar para nossos próprios caminhos?", questionou o ministro nesta segunda-feira (15) durante uma reunião com o think tank Centro de Política Europeu (EPC, na sigla em inglês), citado pela agência Reuters.
Zarif repetiu ainda a antiga exigência de Teerã de que Washington volte primeiro ao cumprimento do acordo nuclear e suspenda as sanções contra o país persa. O presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, pretende restaurar o acordo, mas Teerã e Washington querem que o outro lado volte a cumprir o acordo primeiro.

O ministro reforçou que não houve, por parte dos EUA, nenhuma mudança entre o governo de Biden e a política de "pressão máxima" da administração do republicano Donald Trump. Por fim, o chanceler disse que não via razão para realizar negociações preliminares, uma vez que os EUA estavam fazendo demandas "estranhas".

"Há uma limitação de tempo e, assim que formos para as nossas eleições, será um governo 'manco' e (esse governo) não será capaz de fazer nada sério e então teremos um período de espera de quase seis meses", comentou Zarif, referindo-se à eleição presidencial, prevista para 18 de junho.
Imbróglio nuclear
O JCPOA foi celebrado em 2015 pela administração do democrata Barack Obama e mais seis aliados: China, França, Rússia, Reino Unido, União Europeia e Alemanha. O acordo previa redução iraniana do seu programa nuclear em troca do alívio de sanções.

A administração de Trump anunciou sua saída unilateral do JCPOA em 2018, alegando violação do acordo nuclear por parte do Irã, apesar de inspeções internacionais confirmarem cumprimento iraniano.

O Irã já deixou claro, diversas vezes, que o retorno do país ao JCPOA não seria de forma alguma renegociado, a não ser que Washington suspenda as sanções contra a República Islâmica de forma completa.

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU confirmou que o Irã começou a enriquecer urânio em um terceiro conjunto de centrífugas IR-2m avançadas em sua planta subterrânea em Natanz, e estaria com mais três em processo de instalação. Enquanto EUA e Irã não alcançam um consenso, Teerã segue esquentando suas centrífugas e chegando mais perto de desenvolver bombas nucleares.

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