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Nomeação ao governo do Talibã de Haqqani procurado pelo FBI é 'tapa na cara dos EUA', diz analista

Seth G. Jones, um vice-presidente sênior de um think tank baseado em Washington, condenou a nomeação de Sirajuddin Haqqani para o cargo de ministro do Interior no governo dos talibãs, "dias antes do 20º aniversário do ataque terrorista [de 11 de setembro]".

Em um artigo de opinião para o The Wall Street Journal publicado na terça-feira (7), o analista afirma que a nomeação de um "terrorista procurado pelo FBI [Agência Federal de Investigação dos EUA] é nada menos do que um tapa na cara para os EUA e seus aliados ocidentais".

Jones, que é o diretor do Programa da Segurança Internacional no Centro de Pesquisas Estratégicas e Internacionais, relembra que o novo ministro do Interior do Afeganistão era o líder do grupo terrorista conhecida como Rede Haqqani.

O grupo é notoriamente conhecido como o braço linha-dura do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) e é acusado de ataques contra forças da coalizão no Afeganistão.

"Sirajuddin Haqqani […] era bem conhecido das comunidades militar e de inteligência dos EUA, e ele mal conseguiu escapar de várias tentativas para o atingir. Ele é um inimigo astuto e perigoso com sangue americano nas mãos", afirmou.
A AP, entretanto, relatou que Haqqani provavelmente tem agora ao menos um refém americano, com personalidades oficiais da Casa Branca e FBI ainda não tendo comentado.

O banco de dados do FBI, por sua vez, apontou que Haqqani é procurado "para interrogatório em relação ao ataque de janeiro de 2008 a um hotel em Cabul, no Afeganistão, que matou seis pessoas, incluindo um cidadão americano".

De acordo com os dados, "acredita-se que o homem tenha coordenado e participado de ataques transfronteiriços contra os Estados Unidos e as forças da coalizão no Afeganistão. Haqqani também esteve alegadamente envolvido no planejamento da tentativa do assassinato do [então] presidente do Afeganistão Hamid Karzai em 2008".
Tal como outros, o jornal também aponta ao fato que o recém-anunciado governo do Talibã é exclusivamente masculino, em meio às declarações de muitos líderes mundiais que eles não planejam atualmente reconhecer o novo governo afegão.

O senador americano Lindsey Graham, por sua parte, criticou o gabinete afegão como "uma formação de bandidos e açougueiros", em entrevista à BBC, adicionando que "se você é um simpatizante islâmico radical, esta é uma formação de todas as estrelas".

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