O caminho de Karbala a Sham (a Caravana dos prisioneiros da Família do Imã Hussein)-4

  • Código da notícia : 791073
  • Font : parstoday
Brief

Os prisioneiros dos Ahlul Bait (S.A) são enviados de Kufa até Sham.

O governante tirano de Kufa, Ubaydillah ibn Ziyad, ordenou seus agentes e a outros soldados habitantes da cidade de Kufa que levassem o grupo de prisioneiros dos Ahlul Bait (S.A) para Sham (o Levante). O grupo era composto de mulheres e crianças, e no meio deles estava o Imã  Ali ibnol Hussein (S.A), algemado até o pescoço como forma de humilhá-lo e denegrir sua posição perante o povo. Tudo isso para mostrar à população qual era o destino de qualquer um que fosse contra o governo e que tivesse uma posição contrária ao estado, para assustar a todos que pensavam em algum dia fazer o que o Imã Hussein (S.A) fez.

Depois que a caravana saiu de Kufa e estava no caminho a Sham, Ubaydillah ibn Ziyad mandou alguns de seus agentes e representantes para acompanhar a caravana e vários outros súditos enviados para humilhar os prisioneiros em todas as cidades que a caravana chegasse.

A caravana se dirigiu a Sham seguindo um caminho longo, difícil e muito cansativo. O comandante da caravana dos prisioneiros ordenou que o grupo fosse levado a Sham seguindo a margem do rio Eufrates, este era o caminho mais longo até Sham, e chegava até as fronteiras da atual Turquia e Líbano e depois levava à Sham, a capital do governo tirano da época, onde Yazid se encontrava.

A caravana da tristeza e da angústia que era liderada pelos tiranos conti­nuou o seu caminho até chegar a uma igreja cristã. O comandante da caravana ordenou que todos repousassem na igreja. Em uma das paredes da igreja os soldados tiranos viram as mesmas frases que foram escritas na parede de uma casa pela qual passaram.

"Será que a nação que matou o Hussein; Espera a intercessão do seu avô no dia do julgamento? Por Deus, jamais terão intercessão. Pois no dia do Juízo final eles estarão no eterno castigo.”

Eles perguntaram ao padre da igreja quem tinha escrito aquela poesia. O padre disse: “Essa frase está escrita aqui desde 500 anos antes do envio de seu profeta95”. Então, eles ficaram muito assustados, e isso fez com que eles seguissem o restante da jornada com muito medo da reação das pessoas devido à atitude que cometeram. Eles viam um milagre e um sinal a cada instante e em cada lugar que passavam. Por causa do medo que o exército Omíada tinha das reações do povo, a cada cidade e região que eles chegavam, não falavam a quem pertenciam as cabeças, apenas falavam que eram de indivíduos fora-da-lei.

Os prisioneiros foram levados até o palácio, caminhando por ruas repletas de pessoas que humilhavam eles ao máximo, mais uma tortura imposta aos Ahlul Bait (S.A), que foram torturados durante toda a jornada até Sham. De acordo com o registro dos historiadores os prisioneiros entraram em Sham no dia 1º do mês de Safar do ano de 61 Hejrita98.

Um dos habitantes perguntou a Sukaina, filha do Imã Hussein (S.A), quem eram eles. Ela respondeu: “Nós somos os prisioneiros da família do Profeta”.

Um outro habitante da cidade, que foi uma das vítimas das propagan­das dos Omíadas, veio até o Imã al-Sajjad (S.A) e disse: “Louvado seja Deus que vos desmascarou e vos destruiu, dando a vitória ao governante.” Quando o Imã (S.A) o ouviu, ele disse:“Ó homem, você leu o Alco­rão?” E ele respondeu que sim. O Imã (S.A) perguntou de novo: “Você leu o versículo do Alcorão que diz: Não vos exijo recompensa alguma por isto, senão o amor aos meus parentes (Ahlul Bait)...” Ele respondeu que sim mais uma vez. E o Imã (S.A) perguntou de novo: “E sabei que, de tudo quanto adquirirdes de despojos, a quinta parte pertencerá a Deus, ao Mensageiro e aos seus parentes (Ahlul Bait)...” Ele respondeu que sim. E então o Imã disse: “Por Deus, nós somos os parentes (Ahlul Bait), sobre os quais estes versículos se referem”. O Imã (S.A) perguntou novamente:“Você leu o seguinte versículo: ... em verdade Deus só deseja afastar de vós a abominação, ó Ahlul Bait, bem como purificar-vos integralmente”

Ele respondeu que sim, tinha lido. O Imã (S.A) então disse: “Juro por Deus, que nós somos os Ahlul Bait referidos no Alcorão Sagrado, e Deus afastou de nós a ambição e nos purificou.” O homem perguntou: “É verdade que são vocês!?” O Imã (S.A) disse: “Juro pelo meu avô, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.), que sem sombra de dúvida somos nós.” Então, o homem caiu sobre os pés do Imã (S.A) beijando-os, e disse:“Me refúgio em Deus daqueles que os mataram”. Ele se arrependeu e corrigiu as palavras que disse ao Imã (S.A) anteriormente. Depois, quando Yazid ibn Mu´awiyah soube desta história, ordenou que o homem fosse procurado e executado.

Antes de levarem os prisioneiros ao encontro de Yazid ibn Mu´awiyah, os lacaios do tirano trouxeram cordas e amarraram-nos. De uma forma que a mesma corda foi colocada em volta do pescoço de Zainab al-Kubra, do Imã Zainol Abedin (S.A) e de outros membros dos Ahlul Bait (S.A). Eles foram chicoteados durante todo o caminho de ida ao encontro de Yazid, que estava sentado em seu trono de tirania e opressão.

 

Continua....

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