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sábado

22 abril 2017

20:52:58
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Quando Haroun Al-Rachíd passou realmente a se sentir incomodado com o Imam Mussa Al-Cázem (A.S) principalmente pelo fato de ver como o povo o procurava e respeitava,Então, mandou prendê-lo e aprisioná-lo, transferindo-o de prisão em prisão a fim de ninguém viesse a localizá-lo O Califa Abássida Haroun Al-Rachíd não se contentou em jogar o Imam numa cela fétida, mas ordenou que o acorrentassem com ferrolhos e o abandonassem por dias a fio, sozinho e em total escuridão, não podendo distinguir o dia da noite, até que, diante da resistência do Imam (A.S), ele mandou que lhe ministrassem veneno na comida, a fim de morrer aos poucos.

Imam Cazim (a-s) disse :“Oh Hichám, não há um dentre nós que não examina a própria consciência diariamente. Se tiver feito o bem, ganha maiores benefícios, e se tiver feito o mal, porém, se arrepende pelo que fez, Deus o perdoará”.

Quando Haroun Al-Rachíd passou realmente a se sentir incomodado com o Imam Mussa Al-Cázem (A.S), principalmente pelo fato de ver como o povo o procurava e respeitava, tencionou afastá-lo dele e de seus adeptos, alegando-o ser uma periculosidade à nação. Então, mandou prendê-lo e aprisioná-lo, transferindo-o de prisão em prisão a fim de ninguém viesse a localizá-lo.
E o Imam permaneceu nesta situação por longos dezesseis anos, até que, a sua saúde passou a debilitar-se, definhando-se a olhos vistos, e, quando ele se ajoelhava e prostrava para a adoração de Seu Senhor, parecia um trapo lançado no chão.
Muitas vezes, o emissário do califa Haroun, ao visitar o Imam Al-Cázem (A.S), em sua cela, e presenciava o seu estado lamentável, sentia um nó na garganta, até que um dia, disse-lhe:
 

“Oh Imam, o Califa te perdoaria e mandaria soltar-te, se concordares
com a condição de pedir-lhe perdão e implorar-lhe clemência e
benevolência”.
Indignado, o Imam Al-Cázem se levantou, permanecendo em absoluto
silêncio.

 

É como se preferisse suportar o fel da masmorra do que colocar a sua mão na mão de Haroun Al-Rachíd. Contudo, ele mandou ao Califa a seguinte mensagem:
 

“Não passará por mim um dia de calamidade que não passe por ti
um dia de misericórdia, até sermos todos banidos para o Dia que não
terá fim, e então, lá é que sucumbirão os inúteis”.

O Califa Abássida Haroun Al-Rachíd não se contentou em jogar o Imam numa cela fétida, mas ordenou que o acorrentassem com ferrolhos e o abandonassem por dias a fio, sozinho e em total escuridão, não podendo distinguir o dia da noite, até que, diante da resistência do Imam (A.S), ele mandou que lhe ministrassem veneno na comida, a fim de morrer aos poucos.
E assim, o Imam Mussa Al-Cázem (A.S) acabou morrendo sozinho, envenenado e sacrificado numa prisão fétida em Bagdá, longe dos familiares e de seus filhos, no ano 183 Hejríta (802d.C), aos 55 anos de idade.
Ao verificarem que o Imam Al-Cázem (A.S) estava morto, os quatro carcereiros carregaram o seu corpo purificado e o jogaram sobre uma ponte
de barragem, em sinal de desprezo.
No entanto, a notícia de sua morte se espalhou pelos quatro cantos do mundo islâmico, e de como seus restos mortais foram tratados desrespeitosamente, o que gerou profunda indignação e tristeza entre a população, fazendo com que seus lamentos ecoassem por toda parte, chegando aos ouvidos do califa Abássida Haroun Al-Rachíd, o qual saiu descalço de seu
palácio, batendo em sua cabeça pelo que fizera ao inocente Imam (A.S).
E foi assim que a estrela do Imam Mussa Al-Cázem (A.S) desapareceu e seu corpo foi enterrado no Cemitério de Bani Háchem, ao norte de Bagdá, e hoje, ele é conhecido por “Al-Cázimiya”

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