O Imam Ali (que a paz esteja com ele) apresenta uma regra geral e abrangente sobre o conceito de “direito” na cultura islâmica: «O direito é uma das coisas mais amplas quando se fala sobre ele, mas é uma das mais difíceis e restritas quando se trata de praticá-lo. Isso porque um direito não beneficia alguém sem que, ao mesmo tempo, gere uma responsabilidade sobre essa pessoa; e nenhum direito é imposto a alguém sem que, em contrapartida, exista um direito em favor dessa pessoa sobre outra».
Somente os dualistas acreditam em dois criadores: um do bem e outro do mal. Mas os monoteístas (unitários) creem que: neste mundo, não existe nenhum ser chamado “mal”. Tudo o que existe é bem. Aquilo que chamamos de mal, ou é inexistência (não-ser) em si mesmo, ou acarreta inexistência. Ignorância, pobreza, morte, doença etc. são, por sua natureza, inexistência, sendo respectivamente a não-existência do conhecimento, a não-existência da riqueza, a não-existência da vida, e assim por diante. E animais peçonhentos, feras, micróbios e pragas acarretam aniquilação e inexistência.