O Alcorão considera o objetivo da missão dos profetas como “evitar o tirano” juntamente com a “adoração a Deus”; portanto, combater os opressores faz parte da própria missão, e não é um erro. A conduta de Abraão diante de Nimrod, de Moisés diante do Faraó e do Profeta do Islã diante de Abu Sufyan demonstra que a resistência à injustiça é um dever permanente para todos os muçulmanos. O Imam Khomeini enfatizou essa حقیقت ao afirmar que a luta contra a arrogância global é a continuidade do caminho dos profetas, e que submeter-se aos opressores é contrário ao Alcorão, à razão e à humanidade.
Jorge Jordac chamava o livro Nahj al-Balaghah de um “livro contemporâneo e eternamente humano”, porque o eixo central de suas discussões é “o respeito aos direitos humanos e à vida livre do ser humano”. E enquanto existir humanidade, esse tema será sempre “uma palavra atual”.