Segundo o Alcorão, como mostram as histórias dos povos de Ad e de Thamud e, na experiência histórica, o caso de Al-Andalus, o colapso das sociedades não começa apenas com o enfraquecimento de seu poder externo. A divisão interna, o afastamento dos valores religiosos e éticos e a negligência em manter a prontidão para a defesa podem corroer, de dentro para fora, os fundamentos da força de uma sociedade e preparar o caminho para sua desintegração.
O “encher-se do mundo de injustiça e opressão” não significa que todas as pessoas se tornarão tiranas; o sentido é a dominação de sistemas injustos, leis opressoras e o predomínio de um poder hegemônico global. Além disso, esse estado é considerado um sinal do aparecimento, e não necessariamente uma condição determinante para que ele aconteça.