Se a sociedade estiver sempre esperando uma ordem explícita do Imam, o inimigo pode aproveitar a oportunidade para desferir um golpe fatal antes mesmo que os soldados recebam a orientação necessária. O Imam Sadiq (a.s.) diz: “Aquele que não se adianta ao seu irmão crente nas boas ações, o trai.” (interpretação presente em fontes jurisprudenciais). Assim, o atraso na ação oportuna pode, em certos casos, constituir uma forma de falha ou negligência.
O Sagrado Alcorão, por meio de versículos claros como “Combatam aqueles que vos combatem” (qātilū alladhīna yuqātilūnakum) e “Foi concedida permissão àqueles que são combatidos” (udhina lilladhīna yuqātalūn), considera a guerra permitida apenas no âmbito da defesa diante de agressão, e considera qualquer iniciativa de guerra como transgressão, algo que Deus não ama. Esse princípio também se manifesta na prática do Profeta (s.a.a.s.) e do Comandante dos Fiéis, Ali (a.s.); o Profeta desencorajava o desejo de confronto com o inimigo, e o Imam Ali enfatizava que jamais iniciava uma batalha. Portanto, os ensinamentos islâmicos consideram que a verdadeira vitória pertence aos defensores que se levantam contra a injustiça, e não aos agressores que ultrapassam os limites da justiça.