9 outubro 2026 - 01:59
Australianos pedem sanções a Israel

No terceiro aniversário do início da guerra genocida do regime israelense contra Gaza, manifestações pró-Palestina e vigílias de solidariedade foram realizadas em várias cidades australianas na quarta-feira, com grupos muçulmanos pedindo que o governo australiano imponha sanções ao regime de Tel Aviv.

Durante as manifestações, bandeiras palestinas foram exibidas nos jardins da Biblioteca Estadual de Victoria, em Melbourne. Também foi exposto um recorte de papelão que retratava o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segurando uma placa com os dizeres "Criminoso de Guerra".

O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu em novembro de 2024, sob acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza. O tribunal continua a listar Netanyahu como foragido.

A imprensa australiana informou que novos atos pró-Palestina serão realizados em toda a Austrália no domingo.

A Aliança Muçulmana Australiana (AAM) e o Conselho Nacional de Imames da Austrália (ANIC) disseram, em comunicado, que três anos de ataques israelenses trouxeram "morte, destruição, deslocamento, fome e imenso sofrimento" aos palestinos.

Os grupos pediram que o governo australiano imponha "sanções significativas" a Israel e estabeleça "um embargo abrangente de armas em ambas as direções" contra o regime. Também pediram que a Austrália garanta que não contribua, "direta ou indiretamente", para violações do direito internacional.

Os dois grupos pediram ainda acesso humanitário irrestrito a Gaza e apoio à reconstrução da infraestrutura civil.

As reivindicações surgem em meio a críticas aos laços militares da Austrália com Israel. Os dois países assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação na indústria de defesa em 2017, e conversações estratégicas anuais de defesa começaram em 2018.

A Austrália também participa da cadeia global de suprimentos dos caças F-35 usados por Israel, com mais de 70 empresas australianas fornecendo componentes para o programa. No entanto, o governo australiano afirma que não fornece diretamente armas ou munições ao regime.

Os grupos muçulmanos disseram que o reconhecimento do Estado da Palestina pela Austrália em setembro de 2025 foi um passo importante, mas que deve ser seguido de ações políticas e diplomáticas concretas.

................

308

Your Comment

You are replying to: .
captcha