12 janeiro 2017 - 20:03
Chancelaria russa: terroristas 'usam todas as cartas' para violar cessar-fogo na Síria

Os terroristas do Daesh e da Frente al-Nusra estão "usando todas as cartas" a fim de violar o regime do cessar-fogo na Síria, informou a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, na quinta-feira (12), durante um briefing.

Com o início do cessar-fogo no ano passado, a situação na Síria vem demonstrando sinais de melhora, sublinhou.

Moscou espera que a reunião dedicada à solução da crise síria, que será realizada em Astana, capital do Cazaquistão, em 23 de janeiro, seja "um novo marco no caminho à paz na Síria", destacou Zakharova. "Esperamos que o encontro a respeito da solução na Síria, programado para esta data, seja um novo marco no caminho à paz na Síria e impulsione significativamente as partes sírias em relação às novas conversações de 8 de fevereiro em Genebra", comunicou.
A representante oficial da diplomacia russa lamenta por alguns países continuarem tentando politizar a questão do uso de armas químicas na Síria para "derrubar" o presidente Bashar Assad.
"Após a cessação de hostilidades, em 30 de dezembro de 2016, através da cooperação entre a Rússia e a Turquia, houve sinais de melhora da situação", ressaltou Zakharova aos jornalistas.

Segundo ela, "o cessar-fogo é mantido em todo o país, inclusive no sul, onde grupos, que na sua maioria não participaram das negociações em Ancara de dezembro de 2016, estão ativos". "Tentativas incessantes dos assim chamados amigos-inimigos da Síria, que estão se tornando insanas, de politizar a situação em torno do dossiê químico da Síria a fim de derrubar o governo do [presidente Bashar] Assad, são profundamente lamentáveis", assinalou Zakharova. "Esperamos que os esforços para alcançar solução política [na Síria] sejam eficientes", expressou a diplomata russa. Em 31 de dezembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade resolução de apoio ao cessar-fogo na Síria. O projeto de resolução foi apresentado pela Rússia ao Conselho de Segurança da ONU. As negociações em Astana serão realizadas após a autorização da ONU em Genebra em fevereiro deste ano.
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