9 maio 2021 - 00:40
Súplica para o 25° dia do mês sagrado de Ramadan

Ó Deus nosso, neste mês, permita-me amar e cultivar afeição por Teus bons servos, odiar e descartar Vossos inimigos e seguir o caminho do último de Teus Profetas, ó Vós que protegeis os corações dos profetas.

Na primeira parte desta valiosa súplica, pedimos a Deus a amizade e o amor de seus amigos. Nos ensinamentos islâmicos, a questão da amizade com os amigos de Deus, tem uma importância especial. Muitos versículos e narrações, consideram a amizade com os amigos de Deus, um dever dos muçulmanos. Em vários versículos do Alcorão, a amizade com a família do Profeta (Ahlul bait) é apresentada como a recompensa da sua missão. Deus disse no Alcorão: “Isto é o que Deus anuncia ao Seus servos fiéis, que praticam o bem. Dize-lhes: Não vos exijo recompensa alguma por isto, senão o amor aos vossos parentes. E a quem quer que seja que conseguir uma boa ação, multiplicar-lhe-emos; sabei que Deus é Compensador, Indulgentíssimo”.[1]
Deus também diz no Alcorão: “Vossos reais confidentes são: Deus, Seu Mensageiro e os fiéis que observam a oração e pagam o zakat, genuflectindo-se ante Deus”.
Como se encontra nos versículos e narrações, os crentes verdadeiros de Deus são os sinceros companheiros e servos de Deus que nunca desobedecem aos mandamentos de Deus e de Seu Mensageiro. Pode-se perguntado, quem são os crentes verdadeiros? Em resposta, deve ser dito que os profetas, os infalíveis Imams e os mártires e todos os servos sinceros estão entre os crentes verdadeiros de Deus, mas eles diferem em posição e nível, por exemplo: o Profeta é um dos crentes verdadeiros de Deus, mas sua posição é diferente com outros crentes, como Deus diz no Alcorão: “Dize: Se verdadeiramente amais a Deus, segui-me; Deus vos amará e perdoará as vossas faltas, porque Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo”.[2] Porque Deus disse sobre o profeta: “Tivestes neles um excelente exemplo, de quem confia em Deus e no Dia do Juízo Final. Mas, quem desdenhar, que fique sabendo que Deus é, por Si, o Opulento, o Laudabilíssimo!”.[3]
Todos os profetas divinos são crentes verdadeiros, mas a posição deles são diferente, Deus disse no Alcorão sobre eles: “De tais mensageiros preferimos uns aos outros. Entre eles, se encontram aqueles a quem Deus falou, e aqueles que elevou em dignidade”.[4]
O Alcorão ordena os muçulmanos a estabelecer seu amor ao Profeta (S.A.A.S.) e sua família (A.S.), e este amor é em si uma prova de fé e fidelidade a Deus. Nas fiéis tradições consta que quando o versículo sagrado “Não vos exijo recompensa alguma, exceto o amor pelos meus parentes” foi revelado, Ibn Abbas perguntou ao Profeta (S.A.A.S.): “Ó enviado de Deus! Quem são os teus parentes próximos, a respeito dos quais se fez obrigatório amá-los?” E então o Profeta (S.A.A.S.) disse três vezes: “Ali, Fátima e seus filhos”. Disse também o Profeta (S.A.A.S.): “O amor a eles é um sinal de fé e a inimizade para com eles é um sinal de hipocrisia. Aquele que os ama, ama a Deus e seu profeta e aqueles que são seus inimigos serão como se fossem inimigos de Deus e seu profeta”.

A natureza desse amor foi perfeitamente demonstrada pelo Imam Jafar Assadeq (A.S.) ao dizer: “Aquele que obedece Deus é uma pessoa que nos ama, e aquele que o desobedece é um inimigo.” Nas mesmas bases, se opor aos inimigos dos Ahlul Bait (A.S.) é uma obrigação para os muçulmanos, e uma forma de declarar fidelidade aos ensinamentos transmitidos pelo Profeta (S.A.A.S.) e sua abençoada família (A.S.).


(odiar e descartar Vossos inimigos)
A segunda parte desta súplica se refere ao assunto do Tabari( Oposição aos Inimigos de Deus). Tabari, significa ficar longe dos inimigos de Deus e dos inimigos dos crentes verdadeiros, esta palavra tem suas raízes no Alcorão e foi mencionada em 20 capítulos do Alcorão. Deus disse no Alcorão: “Dize: Eu não as reconheço. Dize ainda: Ele é um só Deus e eu estou inocente quanto aos parceiros que Lhe atribuís”.[5]
Além disso, Deus diz no Alcorão sobre a inimizade (Oposição) do Profeta com seus inimigos: “Mas, se te desmentem, dize-lhes: Os meus atos só a mim incumbem, e a vós os vossos. Estais isentos do que eu faço, assim como estou isento de tudo quanto fazeis.”.[6] Também em outros versículos do Alcorão, os crentes são proibidos de fazer amizade com os inimigos de Deus: “Ó fiéis, não tenhais vínculos com o povo que Deus abominou, por ter-se tornado cético quanto à outra vida, como os incrédulos se tornaram céticos quanto aos donos das sepulturas”.[7]



[1] Alcorão sagrado. C.42, V.23.

[2] Alcorão sagrado. C.3, V.31.

[3] Alcorão sagrado. C.60, V.6.

[4] Alcorão sagrado. C.2, V.253.

[5] Alcorão sagrado. C.6, V.19.

[6] Alcorão sagrado. C.10, V.41.

[7] Alcorão sagrado. C.60, V.13.

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