5 março 2022 - 20:06
Em conversa com os EUA, China diz que sanções agravam o conflito na Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi teve uma conversa por telefone neste sábado (5) com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

A China se opõe a qualquer ação que não contribua para resolver a situação na Ucrânia, e que leve ao seu agravamento, disse Wang Yi.
"A China rejeita todas as ações que não favorecem o avanço de uma solução diplomática, mas colocam lenha na fogueira e levam a uma escalada da situação", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China.
Ele insistiu que a crise ucraniana só pode ser resolvida através do diálogo e da negociação.
"Pedimos aos Estados Unidos, OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte], União Europeia e Rússia que se engajem no diálogo em pé de igualdade e abordem as contradições e problemas que se acumulam há muitos anos", disse o diplomata.

Ao mesmo tempo, ele pediu uma séria consideração do impacto negativo da expansão da OTAN para o leste no contexto de segurança da Rússia.
Wang Yi também pediu a construção de um mecanismo de segurança europeu equilibrado, eficaz e sustentável, de acordo com o princípio da indivisibilidade da segurança.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na madrugada de 24 de fevereiro o lançamento de uma "operação militar especial" na Ucrânia, alegando que as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, anteriormente reconhecidas por Moscou como estados soberanos, precisam de ajuda contra o "genocídio" de Kiev. .
Um dos objetivos fundamentais desta operação, segundo Putin, é "a desmilitarização e desnazificação" da Ucrânia.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques militares não são dirigidos contra instalações civis, mas buscam desativar a infraestrutura de guerra. Muitos países condenaram veementemente a intervenção da Rússia na Ucrânia e ativaram várias baterias de sanções individuais e setoriais.
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