Sheikh Qabalan escreveu em uma carta a Joseph Aoun: "Você ocupa uma posição que deveria unir a nação, não criar divisão, caso contrário perderá sua credibilidade nacional", segundo informou o Al-Ahed News.
Ele acrescentou: "Não queremos que cometa um erro na identificação dos interesses e preocupações do Líbano. Portanto, aconselhamos que cesse tais posicionamentos que não são dignos da magnitude e da posição da presidência."
Na carta, afirma-se que "a presidência foi criada para simbolizar os pontos comuns da grande família libanesa, não para ser um fator de sua divisão."
Sheikh Qabalan também criticou o presidente por defender a concessão de privilégios de segurança ao regime sionista, e citou Nabih Berri, presidente do Parlamento, como um símbolo histórico do qual muitos podem aprender.
"Sr. Presidente, não nos fale sobre a representação do povo, porque falar sobre representação nacional e popular começa com Nabih Berri e o Sheikh Naim Qassem", disse o Mufti.
Sheikh Qabalan acrescentou que qualquer instituição nacional que não represente o sul, os subúrbios do sul de Beirute e a região do Bekaa não representa o Líbano. "Instituições nacionais que não representam o povo, as frentes, a soberania e suas batalhas nacionais não se beneficiam de representação popular e nacional."
Ele enfatizou ainda que, se não fosse pela lendária resistência que nesta guerra destruiu a máquina de guerra do regime sionista ao longo de toda a fronteira sul, Israel já teria chegado ao Palácio de Baabda — sede da presidência libanesa.
Sheikh Qabalan também criticou as declarações de Aoun contra o Irã, afirmando que Teerã foi a parte que ofereceu o maior apoio histórico para a libertação do solo libanês em 2000 e ainda mantém seu compromisso para que o Líbano não seja engolido pelos planos dos Estados Unidos e pelas guerras do regime israelense.
...............
308
Your Comment