28 setembro 2026 - 01:45
Manifestantes em Estocolmo exigem o fim dos crimes de guerra em Gaza

Centenas de pessoas se reuniram em Estocolmo, no sábado, para protestar contra os ataques do regime israelense à Faixa de Gaza.

Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA): Centenas de pessoas se reuniram em Estocolmo, no sábado, para protestar contra os ataques do regime israelense à Faixa de Gaza.

Os manifestantes, que se reuniram na região de Radmansgatan após um chamado de organizações da sociedade civil, exigiram o fim imediato dos crimes de guerra cometidos contra civis no enclave palestino.

Portando faixas com mensagens como “Palestina Livre, Gaza Livre”, “Parem o Genocídio” e “Boicotem Israel”, o grupo marchou em direção ao Parlamento, entoando palavras de ordem como “Crianças estão sendo mortas em Gaza” e “Liberdade para a Palestina”.

Os manifestantes, portando bandeiras palestinas, também alegaram que os Estados Unidos eram cúmplices de crimes de guerra em Gaza.

O ativista e comediante sueco Kerim Arslanagic disse à Anadolu que participou do protesto para demonstrar seu apoio à Palestina.

Ele afirmou que a opressão, a falta de alimentos e a infraestrutura inadequada enfrentadas pelos palestinos representam uma profunda perda para a humanidade.

“Isso vem acontecendo com os palestinos desde 1948. Trata-se de um genocídio contínuo e de um projeto colonial. O colonialismo que chegou ao fim na Europa nas décadas de 1950, 1960 e 1970 ainda continua na Palestina atualmente. Israel tem levado isso adiante por meio do que chama de método de ‘cortar a grama’, mas, após 7 de outubro, ninguém poderia ter previsto que os acontecimentos chegariam a essa escala”, afirmou.

Arslanagic afirmou que indivíduos e artistas devem usar as plataformas de que dispõem para pressionar os políticos.

“Se fizermos nossa voz ser ouvida, podemos mudar as coisas”, afirmou.

Após os acontecimentos de 7 de outubro de 2023, o regime israelense lançou uma ofensiva brutal contra Gaza, matando quase 74 mil pessoas, ferindo 175 mil e reduzindo grande parte do enclave a ruínas.

Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro do ano passado, o regime israelense continuou realizando ataques, matando mais de 1.400 palestinos e ferindo quase 5 mil, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Uma investigação encomendada pela ONU concluiu que Israel cometeu genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.

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