De acordo com especialistas em armamento consultados pela AI, que examinaram fotografias feitas por um jornalista no local, uma bomba área de precisão do tipo Paveway foi utilizada no ataque.
O ataque deu origem à abertura de um inquérito pela coligação árabe liderada pela Arábia Saudita que intervém no Iémen em apoio ao governo contra os xiitas aliados ao ex-presidente iemenita Ali Abdallah Saleh, que controlam vastas áreas do país, incluindo a capital Sanaa.
"É escandaloso que alguns estados continuem a fornecer à coligação liderada pela Arábia Saudita armas, incluindo bombas aéreas e aviões de combate, apesar das provas evidentes que estas armas são utilizadas para atacar hospitais e outros alvos civis em violação da lei humanitária internacional", declarou num comunicado enviado às redações internacionais Philip Luther, diretor regional de investigação da AI.
A organização de defesa dos direitos humanos com sede Londres apelou a todos os países, "incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, a parar imediatamente o fornecimento de armas suscetíveis de serem utilizadas no conflito iemenita".
A campanha intensiva de raides aéreos que a coligação árabe tem levado a cabo desde há um ano no Iémen não tem poupado alvos civis.
Um terço dos alvos atingidos pelos ataques da coligação são civis e incluem hospitais e escolas, de acordo com a edição da passada sexta-feira do diário britânico The Guardian.
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