O ato começou com o Hino Nacional e em seguida foi feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente aéreo na Colômbia que matou 71 pessoas, entre jogadores e dirigentes do Chapecoense e jornalistas.
Os manifestantes estavam vestidos com roupas nas cores verde e amarela, e também preta, carregavam bandeiras do Brasil e seguravam faixas e cartazes com palavras de ordem como “Fora, Renan” e “Viva, Moro!”. Pôsteres em tamanho real do juiz Sérgio Moro e de outros membros da equipe da Lava Jato chamaram a atenção no local e foram disputados para tirar foto.
Segundo Carlos Lima, um dos coordenadores do Movimento Direito Amazonas, a manifestação é uma forma de pressionar e chamar a atenção do governo para as insatisfações da população.
Sonora: “Queremos reacender aquilo que se apagou no período pós-impeachment. Queremos falar para a sociedade que é um outro momento. Não é mais impeachment, agora vamos lutar contra a corrupção, apoiando todos os procuradores da operação Lava Jato, e também mostrar para os políticos que nós estamos de olho, que nós vamos lutar. Se for necessário, faremos uma caravana e vamos até Brasília”
A autônoma Patrícia Souza aderiu ao protesto para reclamar das mudanças feitas ao projeto de combate à corrupção.
Sonora: “Nós sabemos que o problema do Brasil em si é a corrupção, o cerne de tudo é a política. E eu acho que isso fere demais uma população que já está calejada por tanta coisa ruim que vem acontecendo. Eu acho que está na hora de mostrar aos políticos que a gente não dormiram. O brasileiro em si pode não ser tão politizado, mas ele está aprendendo aos poucos. Isso mostra que o povo brasileiro está amadurecendo pra política, e é o momento que a gente precisa mostrar isso pra eles [os políticos]”
Para o promotor de justiça Daniel Amazonas, que também participou da manifestação, a atitude da Câmara dos Deputados prejudica as ações da operação Lava Jato e o trabalho de promotores, procuradores e juízes.
Sonora: "Não só com relação a Lava Jato porque se essas medidas vierem a ser aprovadas no Senado, acredito que vá ser um prejuízo não só para a classe dos investigadores, do Ministéiro Público, do Judiciário, até mesmo para a Polícia Federal, mas para toda a população. Eu acho que isso é uma espécie de retaliação. Não era o momento de ser colocado essas duas emendas que prejudicam os trabalhos de investigação”.
O protesto em Manaus foi coordenado pelo Movimento Aliança Amazônica Contra a Corrupção, que é composto por várias organizações como Amazonas em Ação, Direito Amazonas, Brasil Livre e Movimentos Internos da Maçonaria. Os manifestantes também fizeram uma carreata pelas ruas da cidade.
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